11/06/2026
A pausa no calendário para a Copa do Mundo de 2026 chegou em excelente hora. Quem olha a tabela fria e vê a classificação direta em primeiro lugar no Grupo B da Sul-Americana pode até achar que está tudo sob controle. Mas o torcedor que senta na arquibancada da Arena MRV e entende de futebol sabe: o primeiro semestre foi uma montanha-russa perigosa, e o sinal de alerta para a metade final do ano está aceso.
Vamos analisar o cenário com o pé no chão e sem passar pano para ninguém:
📊 O Campo: Alívio na Sula, mas futebol de altos e baixos
Conseguimos a vaga direta para as oitavas em agosto, o que poupa o elenco do desgaste dos playoffs de julho. Ótimo. Mas precisávamos mesmo ter passado tanto sufoco contra Puerto Cabello e Cienciano? O Galo jogou no limite do erro. O time rodou mais de 30 jogadores e o técnico Domínguez não repetiu uma escalação sequer. Testar é válido, mas a falta de uma identidade clara e a visível "batedeira de cabeça" no ataque após a despedida do Hulk mostram que o futebol coletivo ficou devendo.
🌍 O que esperar para o pós-Copa?
A intertemporada é a última chance de ajuste real. Em agosto, o bicho vai pegar no mata-mata da Sul-Americana e na Copa do Brasil, além da necessidade urgente de buscar consistência e subir posições no Brasileirão. A diretoria se mexeu para trazer o zagueiro Léo Duarte, mas se o meio-campo e o ataque não ganharem reforços de peso que chamem a responsabilidade, vamos continuar dependendo de lampejos. O sarrafo vai subir, e jogar essa bola burocrática do primeiro semestre não vai bastar.
💼 Fora de campo: A enrolação e a realidade da SAF
E agora vamos ao ponto que mais irrita o atleticano: a gestão extracampo. Recentemente, o Conselho aprovou mais um aporte de R$ 530 milhões da família Menin, fazendo com que os "2Rs" passem a deter 83,5% das ações da SAF. O discurso oficial é bonito: "estamos mudando a estrutura de capital", "quase 90% vai para pagar dívida bancária de curto prazo para aliviar os juros".
A pergunta que a Massa faz é: até quando a desculpa do endividamento vai travar o nosso futebol? O balanço mostrou que a dívida total saltou de R$ 1,3 bilhão para assustadores R$ 1,77 bilhão entre 2024 e 2025. Vende-se a ideia de uma SAF bilionária e sustentável, mas o que o torcedor vê na prática é um clube que gasta milhões pagando juros enquanto o elenco perde sua principal referência (Hulk) e o mercado de contratações se resume a oportunidades tímidas ou apostas.
Essa narrativa de "estamos saneando as finanças" já cansou. Ninguém quer ver o Galo virar um clube de balanço financeiro bonito e futebol tacanho. Queremos responsabilidade, sim, mas queremos protagonismo e agressividade no mercado. A SAF assumiu prometendo um Atlético gigante dentro e fora de campo; está na hora de parar com a enrolação dos números e entregar futebol de verdade.
A pausa da Copa é o prazo final para as cobranças internas. Queremos um segundo semestre de respostas, não de justificativas econômicas.
💬 E você, atleticano, concorda? A SAF está enrolando o torcedor com a história das dívidas ou o planejamento financeiro está certo? O que você espera do Galo pós-Copa? Solta o verbo nos comentários! 👇🐔