23/08/2026
‘Virada para virar a chave’.
(Por E.M.)
Mais uma vez, o Flamengo, numa sequência duríssima deste mês de agosto. Hoje, jogando contra o time carioca e contra a ferida de quarta-feira.
E, para sofrimento celeste, embora mais equilibrado, o duelo destacava mais uma vez a diferença de elenco entre os times, com o Flamengo melhor na etapa inicial e explorando os lançamentos nas costas das laterais estreladas.
Aos 21, Arrascaeta tocou para Pedro abrir o placar. Parecia a prorrogação do jogo no Maracanã.
Se o desafio já era grande, como jogar atrás do placar contra o melhor elenco do Brasil?
Com mais entrega e alguma individualidade, horas.
No segundo tempo, uma dose a mais de correria e, mais uma vez, Arroyo, aos 9, fazendo um golaço para empatar a partida.
O gol inflamou o Mineirão e aí, meu amigo, dane-se o papo de elenco recheado. Quem entrou do lado azul respondeu à altura. Logo após o gol de empate, Otávio fez uma defesa que valeu um gol.
O jogo ficou aberto, mas o Cruzeiro passou a ganhar as segundas bolas e a marcar com força. E olha que, às tantas, em campo estavam Neiser, Kenji e Zé Lucas, todos na faixa dos 20 anos.
Os jogadores visivelmente esgotados. Dos dois lados, diga-se de passagem.
Aos 49, último lance do jogo para o Cruzeiro. Gerson cruzou na segunda trave, Villalba ajeitou e M. Pereira chutou uma bola que desviou em Léo Ortiz, antes de entrar vagarosamente para o gol da virada.
Que gol importante, minha gente. Não sei se vocês têm noção disso.
Vencer o todo-poderoso Flamengo, de virada, não só ameniza a dor, como deixa aquela sensação de que dava para ter feito mais. Mas não só isso: foi a virada no placar e também a virada da chave do momento celeste. Fosse uma derrota, chegaríamos com um mega peso para a decisão na Copa do Brasil. Mas essa virada, amigos, muda totalmente a vibe para o confronto de terça.
Foi merecido, necessário e providencial.