30/08/2026
[20 DIAS PARA A INTERMED]
Queria falar sobre duas coisas.
A primeira é sobre amor. Sobre tudo o que nos faz amar a AAAOC mais do que tudo, e que dessa entrega sempre volta muito mais do que damos. Hoje falo com muita certeza: que privilégio poder se doar tão verdadeiramente por um lugar e se sentir amado de volta. A AAAOC foi a casa onde vivi imensas alegrias e experiências, fiz meus melhores amigos, conheci pessoas incríveis e pude reescrever minha história como atleta. Foi também onde corri muitas voltas na pista quando estava estressada, onde chorei nos vários momentos de angústia. A entidade AAAOC sempre presente, sempre acolhedora. Talvez por isso a chamemos de mãe. Só quem vive isso sabe a força que traz na hora da verdade, quando a gente pisa no ginásio e passa por toda a loucura que nenhuma outra competição gera. Pressão da torcida, jogo tenso, oponente escroto… do outro lado, seu time vibrando a cada ponto, seu técnico te guiando até o fim — muitos xingos também, eu merecia kkkk — e uma arquibancada inteira cantando seu nome, urrando pela vitória. Esse é o fator porco. Esse é o Deus caveira. Quem não acredita é louco.
A segunda coisa é sobre fazer. Na minha diretoria aprendi que existem dois tipos de pessoas: as que querem e as que fazem. Todos querem ser bons, ganhar, levantar o troféu. Mas quando chega a hora, só querer não basta. Vocês sabem. Um dos meus técnicos, o icônico Hugão, dizia: “não adianta treinar igual um leão pra chegar na Intermed e virar um gatinho”. E depois de quase 20 anos de tênis de mesa nas costas, foi na AAAOC que aprendi a ser feliz na mesa. Não feliz de sorrir alegre, mas atingir aquele famoso estado da “cabeça fria, coração quente”. Esse é outro presente que recebi por amar e viver a AAAOC com tanta intensidade.
A mensagem é essa. Vale a pena ser louco e lutar por esse lugar. Sejam as pessoas que fazem acontecer na hora em que é pra valer.
Naná 105 (SB, TMF, TCF)