31/08/2026
Nem toda evolução aparece na balança.
Tem gente que passa meses olhando apenas para o peso e não percebe o quanto a postura também interfere na forma como o corpo aparenta.
Um ombro muito projetado para frente pode deixar uma aparência mais cansada e fechada.
Uma alteração no posicionamento da pelve pode projetar mais o abdômen e criar aquela sensação de barriguinha, mesmo em uma pessoa magra. É aquele aspecto que muita gente chama de “falso magro”.
Mas a parte mais importante nem é a estética.
Quando avaliamos uma postura assim, não pensamos simplesmente em mandar a pessoa “ficar reta”.
Precisamos entender onde falta força, onde existe tensão, quais regiões estão compensando e como aquele corpo está se movimentando.
A partir daí, o treino deixa de ser uma sequência aleatória de exercícios.
Fortalecemos o que precisa ganhar força, trabalhamos mobilidade onde existe limitação, alongamos o que está excessivamente tenso e vamos ajudando esse corpo a se organizar melhor.
E muitas vezes aquela dor que fazia parte da rotina também começa a deixar de ser protagonista.
É por isso que aqui a gente não acompanha evolução olhando apenas para quantos quilos alguém perdeu.
A gente avalia, fotografa, compara e reavalia.
Porque às vezes o peso mudou pouco, mas quando você coloca as duas fotos lado a lado percebe que muita coisa mudou.
E isso também é resultado.