02/09/2026
Me perguntaram outro dia o que eu achava o que quase todo corredor aprende tarde demais.
No alto dos meus 20 anos de corrida, se eu tivesse que escolher uma coisa, seria esta: ser constante vale mais do que intensidade.
Eu demorei para entender… e aí vieram as lesões, períodos sem evolução e frustração. Fazia tudo e sentia que não saía do lugar.
Hoje, a maior parte dos meus treinos é leve. Leve mesmo, em um ritmo no qual dá para conversar.
Também aprendi a respeitar o descanso e a não aumentar volume ou intensidade só porque acordei bem.
Parece básico quando a gente fala, mas muita gente só entende depois de se machucar.
Outra coisa que levou tempo foi parar de comparar minha evolução com a dos outros. Cada corredor tem uma história, uma rotina e um corpo diferente.
A comparação só me fazia querer apressar um processo que precisava de tempo.
Minha melhor versão nunca veio de treinos isolados. Ela foi sendo construída na soma dos treinos bem feitos, no ritmo certo, durante meses e anos…
Hoje, com quase 20 maratonas, três delas abaixo de três horas, continuo aprendendo. A principal mudança foi ter mais paciência e entender melhor o meu corpo.
Se você corre, não precisa esperar uma lesão para descobrir tudo isso.
Procure orientação de quem estuda, acompanha corredores de verdade e também já bateu a cabeça algumas vezes.