Definitivamente, não!! É possível controlar a dor com exercícios!! Sentir dor é normal. É uma reação esperada do nosso organismo e um importante sintoma, cuja a função primeira é a de alertar de que algo fora do esperado ocorre em nosso corpo e deve permanecer por um curto a médio espaço de tempo. Isto, porém, não significa que ela não deva ser controlada já que se esta dor se prolongar por um
espaço de tempo maior, alterações plásticas importantes no sistema nervoso periférico e/ou central podem ocorrer e a dor se torna uma resposta anormal e não protetora. Deixa de ser um sinal e sim uma doença, a dor cronica. Estudos mostram que a terapia com exercício induz a analgesia de longa duração e é amplamente sugerido que a inatividade física é causa e fator da perpetuação da dor crônica. Sabendo que nosso genoma foi determinado para um estilo de vida ativo, o exercício adequado a cada perfil, levando em consideração a individualidade biológica é altamente recomendado para o controle da dor e manutenção de um corpo sadio. Se a dor se manifesta e persiste por um período de tempo relativamente curto, de alguns minutos a algumas semanas, chamamos de dor aguda. Esta associada a lesões em tecidos ou órgãos, ocasionadas por inflamação, infecção, traumatismos ou outras causas. Normalmente em uma rotina de exercícios bem elaborada e supervisionada dificilmente ocorrerão lesões, mas os excessos são cada vez mais constantes. O resultado são contraturas, tendinites, distensões e lesões articulares e dor. Já a dor crônica é geralmente definida como uma dor persistente ou recorrente durante pelo menos de 3 a 6 meses, que muitas vezes persiste para além da cura da lesão que lhe deu origem, ou que existe sem lesão aparente. É debilitante e interfere diretamente de forma negativa na qualidade de vida do individuo, pois, além do sofrimento que causa ela tem repercussões em sua saúde física e mental. Sabemos que um numero cada vez maior de indivíduos ativos abandonam as academias quando sentem dor ou se lesionam durante sua rotina de exercícios. É um grande erro e um ciclo vicioso pode se iniciar, dor-inatividade física-dor , e é quando a dor crônica pode se instalar. O exercício prescrito por profissionais capacitados a elaborarem um programa levando em conta especificidade, volume e intensidade adequados a cada problema pode controlar a dor e contribuir para que a rotina de exercícios não seja interrompida. A perda de condicionamento e a inatividade física somente irão contribuir para o agravamento da dor. Indivíduos sedentários portadores dor crônica podem e devem lançar mão da terapia do exercício para controle da dor. A busca de alivio as vezes é difícil, pois esta condição e extremamente debilitante e causa estagnação. Problemas com o sono, depressão, incapacidade física e fadiga são comuns. É preciso dar o primeiro passo. A atividade física está associada ao bem-estar físico, mental e á inclusão social dos indivíduos. As caraterísticas especificas de cada tipo de dor e as condições físicas, fisiológicas e emocionais do portador de dor cronica devem ser levadas em consideração na prescrição de exercícios aeróbicos, de fortalecimento, funcionais e alongamento para que se atinja o efeito analgésico.