Natalia Moraes Obstetriz

Natalia Moraes Obstetriz Obstetriz formada pela USP em 2019 e mãe de 2 meninos, luto pelo direito das mulheres a um parto respeitoso e humano.

09/09/2026

O bebê nasce e, de repente, tudo o que a mulher sente parece ganhar a mesma explicação: é cansaço, é falta de sono, são os hormônios, vai passar.

Às vezes, é mesmo. Mas nem sempre.

Febre, sangramento intenso, dor de cabeça forte ou persistente, alterações na visão, falta de ar, dor no peito, dor abdominal importante, secreção com odor desagradável, inchaço ou dor em apenas uma das pernas e alterações na cicatriz não devem ser normalizados.

O mesmo vale para o emocional: tristeza intensa, angústia, sensação de não dar conta ou pensamentos de machucar a si mesma ou o bebê também precisam de atenção.

Você não precisa descobrir sozinha se o que está sentindo é “normal”. Qualquer sintoma novo, intenso, persistente ou que esteja piorando deve ser comunicado à equipe. E, diante de um sinal importante, não espere a próxima consulta: procure avaliação imediatamente.

É por isso que o nosso cuidado não termina quando o bebê nasce. Nos primeiros 40 dias após o parto, seguimos acompanhando essa mulher de perto, observando sua recuperação física e emocional e ajudando a reconhecer precocemente quando alguma coisa precisa ser avaliada.

Porque, no pós-parto, a mãe também precisa continuar sendo cuidada. 🤍

Salve este vídeo e envie para uma gestante ou puérpera.

A Aline me escolheu para estar ao lado dela duas vezes. E talvez ela nem imagine o tamanho que isso tem pra mim.Eu estiv...
27/08/2026

A Aline me escolheu para estar ao lado dela duas vezes. E talvez ela nem imagine o tamanho que isso tem pra mim.

Eu estive ali quando ela se tornou mãe, no Dia das Mães, e tive o privilégio de voltar para vê-la parir de novo, agora no Dia dos Pais.

Porque quando uma mulher te escolhe pela segunda vez para estar em um dos momentos mais íntimos e importantes da vida dela, tem alguma coisa ali que vai muito além do trabalho.

É confiança. É vínculo. É a certeza de que, de algum jeito, aquilo que você fez ficou.

E eu não consigo pensar em reconhecimento mais bonito do que ser escolhida outra vez.

Nem todo cuidado aparece no prontuário.Mas quem recebe, sente.Foto: Juliana Figueiredo Fotografia - Gestante & Parto & F...
15/08/2026

Nem todo cuidado aparece no prontuário.
Mas quem recebe, sente.

Foto: Juliana Figueiredo Fotografia - Gestante & Parto & Familia

14/08/2026

Antes da sala de parto tem um caminho inteiro que quase ninguém vê 😂

Crachá, estacionamento, elevador, vestiário, conforto… e finalmente a equipe pronta pra começar.

Um pouquinho dos bastidores da nossa chegada pra acompanhar o nascimento do Gabriel.

Tem imagens que dizem muito sobre o que é estar ali.Talvez essa seja uma das coisas que eu mais amo na obstetrícia: por ...
13/08/2026

Tem imagens que dizem muito sobre o que é estar ali.

Talvez essa seja uma das coisas que eu mais amo na obstetrícia: por algumas horas, o mundo lá fora f**a pequeno e aquela mulher, aquele bebê, aquela família viram o centro de tudo.

E eu tenho o privilégio de estar ali. 🤎

12/08/2026

Tem coisa que a gente fala e parece abstrata até conseguir ver de verdade.

Esse é um nó verdadeiro de cordão. Nó mesmo.

É um achado raro e, muitas vezes, só é identif**ado depois do nascimento, quando a gente examina o cordão.

No vídeo eu mostro de pertinho e explico o que ele signif**a e quando pode, de fato, trazer algum risco.

10/08/2026

Almoço, conversa boa e um tema que sempre rende dúvida: episiotomia é melhor do que laceração?

A Aline explica de um jeito simples por que não dá pra tratar as duas coisas como equivalentes — e por que, na maioria das vezes, o corpo merece a chance de seguir seu próprio caminho.

Sem terrorismo, sem tabu e sem complicar o que pode ser explicado com calma.

🤍 Se você está grávida, essa informação é importante.Com o aumento dos casos de sarampo no Estado de São Paulo, muitas g...
05/08/2026

🤍 Se você está grávida, essa informação é importante.

Com o aumento dos casos de sarampo no Estado de São Paulo, muitas gestantes têm me perguntado se devem se vacinar.

A resposta é não. A vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) é produzida com vírus vivos atenuados e é contraindicada durante a gestação.

Mas isso não signif**a que a gestante esteja sem proteção.

Uma das formas mais importantes de protegê-la é garantir que as pessoas que estarão próximas dela e do bebê estejam devidamente vacinadas.

📍 Moradores de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, entre 6 meses e 59 anos, devem procurar uma Unidade Básica de Saúde para receber a dose de reforço recomendada pela Secretaria de Estado da Saúde, independentemente do histórico vacinal.

Essa é uma estratégia que protege não apenas quem recebe a vacina, mas também quem não pode ser vacinado neste momento, como as gestantes e alguns bebês.

✨ Cuidar de uma gestante também é um gesto coletivo.

Se você será o pai, avó, avô, irmão, tia, cuidador ou acompanhante desse bebê, confira sua carteira de vacinação e procure uma UBS para receber as orientações.

💚 Compartilhe este post com quem fará parte dessa rede de proteção.

29/07/2026

Tem dias em que eu ainda não acredito que ganho para fazer algo que amo tanto.

Ser obstetriz é estar ao lado de mulheres em um dos momentos mais intensos, grandiosos e transformadores da vida. É acompanhar o nascimento de um bebê, mas também testemunhar o nascimento de uma mãe, de uma família e, muitas vezes, de uma força que aquela mulher ainda nem sabia que tinha.

E não, isso não é romantizar.

Eu sei o quanto esse trabalho cansa. Sei o quanto drena, o tamanho da responsabilidade que carrego nas mãos e no coração. Conheço de perto as dores de um sistema obstétrico que ainda pode ser cruel com as mulheres. Existem noites sem dormir, decisões difíceis, medo, exaustão e uma presença que precisa continuar inteira, mesmo quando o corpo já pede descanso.

Ainda assim, estar ali é um privilégio.

Eu amo ser parteira. Amo cuidar de mulheres, bebês e famílias. Amo ensinar, escutar, orientar, proteger e permanecer. Amo saber que, de alguma maneira, pude tornar aquele momento um pouco mais seguro, respeitoso e acolhedor.

Cada vida que eu toco também toca a minha.
Cada família que acompanho deixa algo em mim.
E, de um jeito difícil de explicar, cada nascimento também me cura.

Essa é a minha paixão.
E eu escolheria estar aqui de novo, todas as vezes. 🤎

Você imagina o trabalho de parto como um fluxo organizado, quase um passo a passo: começa, evolui, acelera e o bebê nasc...
22/07/2026

Você imagina o trabalho de parto como um fluxo organizado, quase um passo a passo: começa, evolui, acelera e o bebê nasce.

E muitas vezes é assim que ele aparece nos livros, nas aulas e na internet.

Mas, quando o parto acontece de verdade, o caminho pode ser bem diferente.

Ele pode acelerar e depois desacelerar. As contrações podem mudar de padrão. Pode existir uma pausa, um cansaço, uma vontade de desistir… e, algum tempo depois, o corpo encontra novamente o seu ritmo.

Isso não signif**a que o trabalho de parto “parou”, que o seu corpo falhou ou que alguma fase deixou de existir.

O caminho torto não é um desvio.
É o processo.

Às vezes, o que ajuda é descansar. Tomar um banho. Respirar. Mudar de posição. Comer alguma coisa. Sentir-se segura. Ter alguém por perto que entenda o que está acontecendo e consiga lembrar você de que nem toda pausa é retrocesso.

Conhecer as fases do trabalho de parto é importante. Mas tão importante quanto isso é entender que elas não acontecem de maneira perfeita, linear ou igual para todas as mulheres.

Meu papel não é prometer que o caminho será simples. É segurar a sua mão, explicar cada mudança e ajudar você a atravessar esse processo com mais segurança, consciência e cuidado.

Você não precisa entender tudo sozinha. Nós caminhamos com você. 🤎

Endereço

São Paulo, SP
02636030

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