09/09/2026
O bebê nasce e, de repente, tudo o que a mulher sente parece ganhar a mesma explicação: é cansaço, é falta de sono, são os hormônios, vai passar.
Às vezes, é mesmo. Mas nem sempre.
Febre, sangramento intenso, dor de cabeça forte ou persistente, alterações na visão, falta de ar, dor no peito, dor abdominal importante, secreção com odor desagradável, inchaço ou dor em apenas uma das pernas e alterações na cicatriz não devem ser normalizados.
O mesmo vale para o emocional: tristeza intensa, angústia, sensação de não dar conta ou pensamentos de machucar a si mesma ou o bebê também precisam de atenção.
Você não precisa descobrir sozinha se o que está sentindo é “normal”. Qualquer sintoma novo, intenso, persistente ou que esteja piorando deve ser comunicado à equipe. E, diante de um sinal importante, não espere a próxima consulta: procure avaliação imediatamente.
É por isso que o nosso cuidado não termina quando o bebê nasce. Nos primeiros 40 dias após o parto, seguimos acompanhando essa mulher de perto, observando sua recuperação física e emocional e ajudando a reconhecer precocemente quando alguma coisa precisa ser avaliada.
Porque, no pós-parto, a mãe também precisa continuar sendo cuidada. 🤍
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