01/06/2020
Pra quem ainda não sabe, as nossas aulas de ZOUK estão acontecendo de maneira online! 💻🥰💻
Abaixo segue um relato da educadora Joana Barros, quem conduz nossas aulas, sobre a sua experiência com o Zouk durante esse período de quarentena.
"E esta é minha turma de terça! Amo!
A decisão de começar a ensinar uma dança tão infinita tem sido um dos meus desafios que mais me estimulam a continuar estudando zouk, lambada, dança de salão contemporânea, educação somática, etc etc... E o zouk me salva na quarentena, demanda horas de planejamento, escolhas de músicas, de técnicas a serem aplicadas, treino, etc. Às vezes, entro em crise com minha dança, com as danças, com minha voz, com meus conhecimentos...mas aí é que entra a importância dos encontros, das redes...Entre tantas meetings pelo zoom/insta/Google, tenho acompanhado as discussões de salão contemporânea organizada pelo Abner Sanlay Cypriano, da FURB Universidade Regional de Blumenau, as de história da lambada/Zouk com vários profissionais dessa dança, e contribuído com o encontro de teatro da EACH, com a Kelly Sobral e o Rogério Pimenta, o que tem sido um refresco na semana. Além disso, reuniões online e conversas com profissionais incríveis, parte do projeto do livro que estou organizando. E aí duas perguntas compartilhadas por minha querida Carolina Polezi me guiam esses dias: Qual a função de minha dança? Com quem quero comunicar? E assim acalmo meu coração. Não estou nas paradas de sucesso, nunca competi ou fiz uma performance de dança, minha dança não é tecnicamente perfeita, mas perfeitamente aceita meu corpo e me abre para uma infinidade de transformações, me dá força e leveza, me ajuda a tirar amarras de um corpo ainda domesticado pela sociedade que poda a mulher. Sim, descubro esta função de minha dança, função de permitir, de experimentar, de cuidar. E quero me comunicar com quem está dando seus primeiros passos na dança a dois, com quem quer experimentar movimentações sem cobrança de uma estética padrão e de atleta, uma busca por encontros consigo mesmo, de forma democrática e inclusiva. "