19/04/2026
19 de abril não é apenas uma data no calendário, é um chamado à memória, ao respeito e à consciência.
Antes de qualquer nome imposto, esta terra já era viva, sagrada e habitada. Era Pindorama, território ancestral dos povos originários. E a luta por essa terra nunca cessou, ela segue viva, pulsante, urgente.
Nos últimos anos, essa resistência tem se manifestado de forma ainda mais visível. Milhares de indígenas se reúnem todos os anos em Brasília no Acampamento Terra Livre, o maior movimento indígena do país, denunciando projetos que ameaçam seus territórios e modos de vida. Em 2025 e 2026, mobilizações reforçaram a luta contra propostas que permitem exploração econômica em terras indígenas e contra retrocessos nos direitos garantidos pela Constituição
A disputa pelo território segue sendo central. Mesmo com decisões judiciais importantes, como o debate sobre o chamado “marco temporal”, os conflitos continuam e novos desafios surgem, mantendo a luta constante pela demarcação e proteção das terras ancestrais.
Enquanto isso, comunidades seguem enfrentando invasões, violência e pressões de grandes empreendimentos sobre seus territórios
Ainda assim, os povos originários não apenas resistem , eles existem, criam, preservam e ensinam.
Falar dos povos indígenas é reconhecer uma cultura viva, feita de saberes ancestrais, espiritualidade, cura pela natureza e uma relação profunda com a terra. É compreender que sua existência é essencial não só para a história, mas para o equilíbrio do presente e do futuro — inclusive diante da crise climática.
É reconhecer também a força da resistência contemporânea: nas marchas, nas retomadas de território, nas vozes que ecoam nas cidades, nas redes e nos espaços políticos.
Neste dia, mais do que homenagear, é preciso posicionar-se.
Escutar. Aprender. Apoiar.
Porque a luta indígena não é passado, é agora.
E Pindorama continua sendo território de quem nunca deixou de lutar por ela.