23/01/2023
Quer saber? Fo***se o jogo de ontem!
A partida morreu pra mim no intervalo, quando o juiz apitou e vaias ecoaram na Padre Cacique.
O Beira-Rio segue descaracterizado. Sequer parece um estádio de futebol, com exceção do lindo tapete que temos dentro das 4 linhas.
O perfil do torcedor que frequenta o Beira-Rio, desde a reforma, mudou e para muito pior. Em jogos como o de ontem, essa mudança f**a ainda mais escancarada.
Sinto saudades de quando a elite que, esporadicamente frequentava o Gigante, era uma minoria ocupando aqueles banquinhos de madeira na social, e o resto do estádio era tomado pelo povão, que só estava ali pelo Inter e pela festa.
Essa gente está certa em vaiar o time no primeiro tempo, no primeiro jogo da temporada? Talvez sim. Veja bem, o perfil são de pessoas com alto poder econômico, que pagam caro para ver um espetáculo. Estão ali pelo produto, não pelo Internacional.
O Beira-Rio virou um shopping. Uma atração turística. Falamos sobre isso há anos, e cada vez mais, o estádio vai f**ando frio e gerando praticamente nada de tensão aos adversários.
Soma-se a isso, o fato do clube ignorar completamente a ausência das suas principais torcidas. A punição da Camisa 12 e da Guarda Popular seguem se fazendo sentidas no atual ambiente gélido do Beira-Rio.
Como reage a diretoria ao ver o seu torcedor ir embora sendo humilhado pela festa de meia-dúzia de torcedores adversários que ocupavam a superior norte?
Desde a reta final do brasileirão estamos sendo abafados e achincalhados por qualquer torcida que coloque 50 pessoas no setor rival. A falta de esforço de quem gere o clube, a ausência do seu povo, tudo isso implica para mais casa vazia e menos festa.
Consequentemente os jogos vão se tornando mais chatos, menos para aqueles que não sabem chegar ao Beira-Rio sem ajuda do Waze, comem pipoquinha e vaiam o próprio time no intervalo do jogo.