17/06/2026
Com os anos que tenho de prática, tive o prazer de conhecer os mais diversos tipos de Budokas e vivenciar experiências que me ajudaram — e ajudam até hoje — na minha evolução dentro da arte e na minha vida pessoal.
Corpos, mentes e espíritos diferentes, com o propósito de buscar, dentro da prática do Budo Taijutsu, um objetivo muitas vezes concreto de realizações físicas a princípio; que, com o tempo, se desfazem a partir do momento em que descobrem um vislumbre do tamanho do caminho que pretendem percorrer.
Por 'acaso' as pessoas encontram o Budo em suas vidas, mas não é por acaso que permanecem no caminho.
Conheci pessoas que precisaram de tempo para digerir suas ideias e torná-las palpáveis o suficiente para seguir a sua jornada; elas fizeram isso parando de praticar por um período e voltaram mais maduras.
Conheci outros que, por motivos médicos, não podem exercer 100% de suas capacidades físicas. Pessoas com problemas no pulso, joelho, coluna, etc. Ao invés de parar, continuam seguindo forte, adaptando-se de alguma forma, buscando caminhos diferentes para superar e encarar, muitas vezes, algo que não é temporário, mas sim uma nova realidade para a vida toda.
O importante na prática do Budo é não deixar que os obstáculos naturais se tornem empecilhos na sua vida, pois até mesmo diante do fim, há espaço para o crescimento.
Estamos fadados a percorrer um caminho e, de uma forma ou de outra, o sofrimento vai tentar tomar conta para mostrar que é mais forte, mas não devemos sucumbir, pois isso seria só mais uma desculpa para não praticar.
A calma e a alegria devem suprimir esses sentimentos, uma vez que se descobre que sempre se pode contornar as situações de forma pacífica, projetando-se à distância, como um 'Sutemi'.
(continuação nos comentários)