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SÍNDROME DA BANDA ILIOTIBIAL ( JOELHO DE CORREDOR)A síndrome do atrito da trato iliotibial (também conhecida como “joelh...
02/06/2020

SÍNDROME DA BANDA ILIOTIBIAL ( JOELHO DE CORREDOR)

A síndrome do atrito da trato iliotibial (também conhecida como “joelho do corredor” ou síndrome da banda iliotibial) é uma das causas mais comuns de dores no joelho e no quadril em atletas.
A dor no joelho devido a esta síndrome é normalmente sentida ao longo do exterior do joelho (lateral) e da coxa inferior.

A síndrome do trato iliotibial pode também resultar numa dor aguda ou persistente do lado de fora do quadril.

O QUE É O TRATO ILIOTIBIAL?

A banda iliotibial é um trato tendíneo forte e grosso, formada por tecidos fibrosos que correm ao longo do exterior (região lateral) da perna.

A banda começa no quadril, corre ao longo da parte externa da coxa e se anexa na borda externa do osso da canela (tíbia), logo abaixo da articulação do joelho.

O trato iliotibial trabalha junto com o quadríceps (músculos da região anterior da coxa) para proporcionar estabilidade ao exterior da articulação do joelho durante o movimento.

O QUE CAUSA A DOR DA BANDA ILIOTIBIAL?

A síndrome da banda iliotibial é normalmente causada pela inflamação do trato iliotibial.

Ela é uma lesão comum em corredores ou outros atletas que precisam correr durante seu treino ou prática de esportes.

O trato atua principalmente como um estabilizador durante a corrida, e pode ficar irritada (inflamada) com o uso excessivo.

A dor é normalmente sentida no lado de fora (lateral) do joelho ou inferior da coxa, mas pode ser sentida perto do quadril, e muitas vezes é mais intensa ao descer escadas ou ao levantar de uma posição sentada.

CAUSAS COMUNS DE SINDROME DA BANDA DE TI

dor-no-joelho
Sobrecarga da musculatura
Aumentar o treino rápido demais
Síndrome do supertreinamento (“overtraining”)
Retornar de uma lesão muito cedo, sem deixar a musculatura cicatrizar apropriadamente
Defeitos biomecânicos
Outros erros de treinamento

A síndrome da banda iliotibial é comum em corredores que realizam exercícios desequilibrados e repetitivos como correr apenas em um lado de uma estrada normal ou correr apenas de uma maneira em torno de uma pista.

A maioria das estradas é inclinada para os lados e correr ao longo da borda da estrada faz com que o pé dentro dela fique mais alto do que o que está do lado de fora.

Isto, por sua vez, faz com que a pelve se incline para um lado e saliente este trato miotendíneo. As alterações biomecânicas que podem levar a problemas de banda de TI incluem: pronação excessiva do pé, discrepâncias no comprimento da perna (dismetria), inclinação pélvica lateral, e pernas curvadas.

Uma contratura nos músculos, ou falta de flexibilidade nos glúteos (nádegas) ou quadríceps (coxas) podem aumentar o risco de lesões.

COMO A SÍNDROME DO TRATO ILIOTIBIAL É TRATADA?

Tratar a Síndrome do atrito da banda iliotibial normalmente inclui:

Tratamento R.I.C.E: Esta sigla em inglês quer dizer rest (repouso), ice (gelo), compression (compressão) e elevation (elevação), sendo a melhor maneira de tratar inicialmente a dor aguda, e permitir a recuperação muscular.

FISIOTERAPIA Um FISIOTERAPEUTA pode utilizar ultrassom e outros meios físicos para ajudar os tecidos lesados a se curarem mais rapidamente. Pode também ajudá-lo a corrigir eventuais erros biomecânicos ou nos treinos, e ensinar como executar os exercícios de flexibilidade corretamente.

Reduzir atividades: Os corredores com dor na banda iliotibial devem reduzir a distância da corrida e ficarem alertas para sinais de síndrome de excesso de treino.

LIBERAÇÃO MIOFASCIAL muitos atletas têm um excelente sucesso com esta técnica.

Medicamentos anti-inflamatórios podem também ser utilizados para reduzir a dor e a inflamação.

Descanso e Recuperação é uma parte importante de sua cura e deve ser mantida como parte de um programa de treinamento equilibrado.

As dicas a seguir podem ajudá-lo a evitar a síndrome da banda iliotibial crônica:

Se você é um corredor, em primeiro lugar reveja os cuidados com as lesões e dores mais comuns para treinos excessivos.
Exercícios de fortalecimento do trato iliotibial
alongamento iliotibial
O fortalecimento dos rotadores dos quadris externos também pode ajudar a reduzir o risco de lesões.

Uma maneira simples de fazer isso é com o exercício de agachamento de uma perna.

Execute estes exercícios na frente de um espelho e se certifique de que sua pelve não caia de um lado durante as repetições.

É mais comum em corredores, caminhantes e ciclistas, mas qualquer atleta que pratica esportes que exigem a flexão repetida joelho pode ter que lidar com a dor da síndrome.

O trato iliotiobial é um tecido grosso e duro composto pela fáscia que corre ao longo da externa da coxa do quadril até a rótula e tíbia da perna.

Estender e flexionar repetitivamente o joelho (como acontece em uma corrida) pode resultar em desgaste e inflamação da banda iliotibial e/ou bursa entre a banda de TI e o epicôndilo femoral do joelho.

Ao longo do tempo, estas irritações e microtraumatismos repetidos podem levar à inflamação do trato iliotibial e dor.

Gradualmente adicione treinos em declives na sua corrida
Corrida em colinas, especialmente em declive, aumenta a fricção sobre o trato iliotibial e é dura com os quadríceps. Na medida em que os quadris vão ficando fadigados, eles perdem a capacidade de estabilizar e controlar a posição de rastreamento do joelho, o que também aumenta o estresse sobre a articulação.

Evite treinos em superfícies irregulares
Se você é propenso à dor no joelho, tenha cuidado com a superfície que for correr. Superfícies niveladas ou anguladas frequentemente aumentam o esforço e a tensão na banda iliotibial na descida da perna.

Mantenha a articulação do joelho coberta e aquecida
Atletas podem falhar em proteger os joelhos de forma adequada nas temperaturas baixas. O trato iliotibial é particularmente suscetível ao frio, e os especialistas recomendam que os atletas mantenham os joelhos cobertos durante a prática esportiva, quando as temperaturas estão abaixo de 15 graus.

Sempre se aqueça e se alongue após o exercício
Se você tem alguma sensibilidade ou dor neste local, aplique gelo após o exercício o quanto for necessário para reduzir a inflamação e dor.

Reveja os cuidados de lesões por esforços em corrida
Seguir algumas orientações gerais irá ajudá-lo a evitar o “joelho do corredor”, bem como muitas outras lesões esportivas comuns.

Dra. Luciana Danheze
FISIOTERAPEUTA
RPG
Pilates Clínico
Liberação Miofascial (IASTM)
Fisioterapia Ortopédica

10 EXERCÍCIOS PARA ESCOLIOSE AviãozinhoDe pé deve:Abrir os braços, como um aviãoElevar uma perna para trásManter o corpo...
26/05/2020

10 EXERCÍCIOS PARA ESCOLIOSE

Aviãozinho
De pé deve:

Abrir os braços, como um avião
Elevar uma perna para trás
Manter o corpo equilibrado nessa posição durante 20 segundos
Depois deverá fazer o mesmo com a outra perna elevada.

2. Segurar a perna
Deitado de barriga para cima deve manter as pernas esticadas no chão e a seguir deve:

Dobrar uma perna, colocar as mãos próximo do joelho
Trazer a perna em direção ao tronco.
A seguir deve fazer o mesmo exercício com a outra perna. Fazer 10 repetições com cada perna.

3. Abraçar as pernas
Deitado de barriga para cima deve:

Abraçar as duas pernas ao mesmo tempo
Manter essa posição durante 20 segundos
4. Alternar braços
10 Exercícios para Escoliose que pode fazer em casa
Deitado de barriga para cima deve:

Manter as pernas esticadas e a coluna devidamente apoiada no chão
Elevar um braço de cada vez, tocando no chão (acima da altura da cabeça) e trazendo de volta à posição inicial
Deve repetir 10 vezes com cada braço.

5. Alongar a coluna
Deitado de lado e com os joelhos dobrados deve:

Colocar os dois joelhos ao mesmo tempo para o lado esquerdo
Ao mesmo tempo que roda a cabeça para o lado oposto.
Deve repetir 10 vezes, para cada lado.

6. Ponte com elevação de braço e perna
Deitado de barriga para cima deve:

Elevar os braços acima da cabeça e manter nessa posição
Elevar o quadril do chão, fazendo uma ponte.
Repetir a ponte 10 vezes. A seguir, como forma de progressão do exercício deve ao mesmo tempo que eleva o quadril do chão manter uma perna esticada. Para descer, deve primeiro apoiar as duas pernas no chão, e somente depois descer o tronco. Deve fazer 10 repetições com cada perna no ar.

7. Prancha lateral
10 Exercícios para Escoliose que pode fazer em casa
Deitado de lado deve:

Apoiar um cotovelo no chão, na mesma direção do seu ombro
Dobrar a perna que está mais próxima do chão
Elevar o tronco do chão, mantendo uma linha horizontal. Manter essa posição por 7-10 segundos e descer. Repetir 5 vezes para cada lado.
8. Rã no ar
Deitado de barriga para cima com os braços ao longo do corpo deve:

Encostar as duas solas dos pés, uma na outra, mantendo os joelhos afastados
Esticar as pernas o máximo que conseguir, sem deixar que os pés se separem
Depois deve descer as pernas, sempre mantendo os pés em contato.
Repetir o exercício de subir e descer as pernas 10 vezes.

9. Abertura de braço
Deitado de lado, com as pernas dobradas deve:

Colocar os braços à frente do corpo, com as mãos em contato uma com a outra
Levar o braço para trás, sempre olhando para a mão, até onde for confortável.
Deve repetir esse exercício 10 vezes com cada braço.

10. Klapp
10 Exercícios para Escoliose que pode fazer em casa
Ficar na posição de gatas, ou também conhecida como 4 apoios, com as mãos e os joelhos apoiados no chão e a seguir deve:

Esticar um braço para frente ao mesmo tempo que a perna oposta. Manter 5 segundos nessa posição e depois alternar o braço e a perna.
Deve repetir este exercício 5 vezes para cada
lado.

Dra. Luciana Danheze
RPG
Fisioterapia Ortopédica
Pilates Clínico
Liberação Miofascial (IASTM)

TRATAMENTO FISIOTERAPÊUTICO DA TENDINITE PATA DE GANSO A tendinite pata de ganso, também chamada de síndrome anserina, t...
20/05/2020

TRATAMENTO FISIOTERAPÊUTICO DA TENDINITE PATA DE GANSO


A tendinite pata de ganso, também chamada de síndrome anserina, teve o primeiro relato de alteração na região formada pelos músculos semitendinoso, sartório e grácil, denominada pata de ganso, feito por Moschcowitz (1937), que apontou sintomas dolorosos em joelhos. Essas queixas ocorriam exclusivamente em mulheres que se queixavam ao descer ou subir escadas, ao levantar de cadeiras ou que referiam dificuldades em flexionar os joelhos.

A etiologia dessa patologia geralmente pode ser decorrente de traumas, retração da musculatura posterior de coxa, lesão de menisco medial, pé plano, valgismo, infecção, dentre outros. Mas, é comum encontrarmos esse tipo de condição em atletas de corrida de longa distância, em pacientes com artrite reumatóide e em osteoartrite.

O diagnóstico tem sido embasado nos sintomas, que podem ser marcados por dor na face medial do joelho ao subir e descer escadas, sensibilidade à palpação na área de inserção, inchaço local e outros sinais e sintomas. Portanto, o exame físico adequado e uma boa anamnese associados com alguns exames complementares auxiliam a traçar uma linha de tratamento eficaz.

O acompanhamento FISIOTERAPÊUTICO se torna essencial na reabilitação do paciente por proporcionar uma recuperação mais rápida, e principalmente, com menos recidivas, afinal o objetivo final do tratamento além de redução do quadro de dor e processo inflamatório é tratar também a origem da tendinite pata de ganso ajudando dessa forma a diminuir o stress mecânico e sobrecarga que pode estar causando o processo lesivo.

O QUE É TENDINITE DA PATA DE GANSO

A pata de ganso é um conjunto de tendões formado pelos músculos sartório, semitendinoso e grácil. A denominação “pata de ganso” é em virtude da estrutura assemelhar-se a membrana natatória do ganso.

Essa musculatura tem a função primária de promover a flexão do joelho, tendo influência secundária na rotação interna da tíbia, e protegendo contra o estresse em rotação e em valgo.

São músculos que se originam na tuberosidade isquiática e na sínfise pública e se inserem na face interna da tíbia. Observa-se que junto à inserção dos tendões da pata de ganso localiza-se a bolsa sinovial que vai lubrificar e proporcionar mais funcionalidade nos movimentos evitando atritos locais. É comum esta bolsa sofrer de dores isoladas ou estar associada à tendinite pata de ganso, gerando assim uma bursite anserina.

Esse tipo de lesão é uma das tendinites mais frequente do joelho, afetando na maior parte a inserção da pata de ganso na borda superior interna da tíbia.

SINAIS E SINTOMAS

dor inflamatória na inserção do tendão (parte interna do joelho);
sensibilidade à palpação (digitopressão) na área de inserção;
dor na face medial do joelho ao subir e descer escadas;
mobilidade articular passiva normal e ativa limitada pelo quadro de dor;
ligeira tumefação sem acompanhamento de derrame articular, mas dolorosa à palpação;
contração isométrica contra-resistência positiva para o músculo do tensão afetado;
no caso de tendinite não resolvida, recidivante e naquela que acompanha um processo degenerativo inflamatório articular pode ocorrer a atrofia do músculo quadríceps.
Observa-se que uma grande quantidade de pacientes referem dor na região póstero-medial ou na linha média do joelho, sem edema, dessa forma tornando desafiador o diagnóstico diferencial com lesão de menisco.

Fatores que Desencadeiam a Tendinite Pata de Ganso
O processo inflamatório do tendão pode ocorrer devido:

sobrecarga, com a realização de um esforço maior que a sua possibilidade;
processo degenerativo tendinoso, gerando inflamação pela repetição dos movimentos ou por um mínimo esforço;
microtraumatismos de repetição, podendo ocorrer no ambiente laboral ou esportivo, através da repetição exagerada de um mesmo movimento com ou sem resistência;
em pacientes com Diabetes Mellitus tem sido identificado de forma substancial;
traumas;
retração da musculatura posterior da coxa;
indivíduos com pé plano ou genu valgum;
decorrente de lesões de menisco ou irritação da plica sinovial;
infecções ou reações a corpo estranho.
Então, este tipo de tendinite frequentemente acompanha processos degenerativos, como a gonartrose. Além disso, também pode ser associada a uma artropatia inflamatória como a artrite do joelho, ou pode ocorrer em esportistas devido à traumatismos no joelho ou microtraumatismos de repetição em decorrência de uma sobrecarga no treinamento, principalmente em atletas corredores de longa distância.

TIPOS DE TRATAMENTO

O tratamento inicial deve incluir crioterapia, repouso, fisioterapia, medicação anti-inflamatória e, se necessário, a utilização de uma almofada entre as coxas ao dormir. É primordial a análise das condições que podem estar associadas à patologia como obesidade, desvio do joelho, pé plano, Diabetes, entre outros para também serem tratados. Em pacientes idosos com dor crônica podem ser utilizados exercícios isométricos para evitar atrofia muscular.

Portanto, na fase aguda, que é a mais dolorosa a patologia é tratada com anti-inflamatórios e antiálgicos. Também pode ser utilizada a eletroterapia de alta frequência, como ondas-curtas e micro-ondas, e o ultra-som pulsátil em doses baixas. É indicada a massagem com gelo sobre a região do tendão durante 5 a 7 minutos e repouso articular para diminuição da atividade da parte afetada.

Na fase subaguda, com a diminuição da dor, permanecem as condutas da fase aguda e se inicia a massagem transversa profunda Cyriax sobre o tendão. Ainda realizam-se exercícios passivos e ativos-assistidos, e massagem de amassamento no caso de contraturas, que podem surgir como resposta antiálgica de defesa.

Na fase de resolução, quando a dor desaparecer, estão indicados os exercícios com pesos, de facilitação neuromuscular proprioceptiva, funcionais, contra-resistência e mecanoterapia, sempre com objetivo de recuperação da força muscular e mobilidade articular.

LASER

O laser no tratamento da tendinite de pata de ganso deve ser iniciado o mais cedo possível ainda no estágio agudo com a utilização de dosagens relativamente baixas de 4-8 J/cm2 diretamente no local da lesão e nas áreas com dor à palpação, não havendo risco por ser atérmico nesta dosagem. À medida que ocorre a melhora a dosagem por ser aumentada de forma correspondente até 30 J/cm2.

No tratamento deste tipo de lesão a laserterapia se mostra altamente efetiva na aceleração do processo de reparo, diminuição do quadro de dor e consequentemente retorno à função normal.

TENS

O uso do TENS vai ser efetivo tanto nos casos agudos quanto nos crônicos. Para os casos agudos pode ser aplicado de forma isolada ou com a crioterapia, por pelo menos 30 minutos de forma diária. Já numa fase pós-aguda pode-se associar com a termoterapia, banhos de contraste ou mesmo ultrassonoterapia .

Na dor crônica pode ocorrer um pouco de dificuldade por, geralmente, ter causa biomecânica, então utiliza-se uma terapia mais intensa, por um período maior como 60 minutos diários, podendo após usar diatermia ondas curtas, cinesioterapia, tração e mobilização.

ULTRA -SOM

Em sua forma pulsátil vai auxiliar na reparação da cicatriz, aumenta o metabolismo local, e reduz a inflamação, já na sua forma contínua estimula a circulação sanguínea e promove a remoção de substâncias inflamatórias que estão presentes nos processos inflamatórios tendíneos, como bradicininas e prostaglandinas, dentre outros.

Administração de Anti-Inflamatórios
São administrados anti-inflamatórios não esteróides com a finalidade de diminuir a dor e a inflamação, principalmente na fase aguda.

LIBERAÇÃO MIOFASCIAL
A liberação miofascial consiste na combinação dos movimentos de deslizamento, amassamento e fricção, em associação com o alongamento de fáscias e músculos com a finalidade de obter um relaxamento dos tecidos que se encontram aderidos ou tensos. As técnicas de liberação implicam em puxar os tecidos em direções opostas, sempre estabilizando proximalmente com uma mão, e aplicando o alongamento com a mão oposta, ou também podendo aplicar uma tensão longitudinal utilizando o peso do corpo do paciente para estabilizar a extremidade.

É aplicada com a finalidade de aumentar o retorno venoso, liberar fibroses, proporcionar relaxamento sistêmico, melhorar ou estimular o fluxo de sangue no local e interromper o ciclo dor-espasmo-dor.

ALONGAMENTOS

Quando se refere à relação que existe entre tensão e comprimento muscular, é evidente que ao alongar uma fibra muscular ocorre o aumento, na mesma proporção, dos sarcômeros em série, de forma a ampliar o tamanho do músculo e diminuir a tensão que se encontra no sistema musculoesquelético. Dessa forma o alongamento dos músculos que podem estar causando o desequilíbrio nesta patologia atua na diminuição da tensão, aumenta o fluxo de nutrientes e oxigênio para as fibras musculares e nas regiões periarticulares, podendo inclusive auxiliar na diminuição do quadro de dor por inibição dos nociceptores locais.

Então, observa-se que o alongamento feito regularmente pode ajudar a reduzir o espasmo muscular e esticar o músculo, por isso é importante continuar na realização dos alongamentos mesmo depois que os sintomas desaparecem para evitar uma recorrência do problema.

MELHORES EXERCÍCIO PARA PREVENIR A TENDINITE DA PATA DE GANSO.

Os exercícios aplicados na reabilitação devem ser direcionados ao:

alongamento e fortalecimento da musculatura adutora do quadril;
alongamento e fortalecimento do quadríceps, principalmente nos últimos 30 graus de extensão do joelho (enfatizando o vasto medial);
alongamento dos músculos sartório, semitendinoso e grácil, que formam a pata de ganso;
Nota-se que nos casos de restrição e retração dos músculos e tendões a flexibilidade é a peça chave para o tratamento e prevenção da patologia, assim como o fortalecimento da musculatura da coxa para equilibrar a musculatura que envolve a articulação do joelho.

Importante sempre realizar uma boa avaliação para tratar a origem da patologia, e saber qual musculatura e desequilíbrios estão gerando o processo da doença.

A Atuação do FISIOTERAPEUTA no TRATAMENTO.

A prescrição de exercícios específicos pode gerar o aumento da rigidez, força e tamanho do ligamento e tendão incentivando a melhora do alinhamento das fibras, do conteúdo, da espessura e do entrelaçamento entre as fibras de colágeno. Portanto, observa-se a importância dos tratamentos e exercícios fisioterapêuticos na reabilitação das estruturas lesionadas, e retorno da funcionalidade do corpo.

Afinal, o tratamento efetivo da dor musculoesquelética também exige um conhecimento amplo das modalidades físicas, que incluem uma lista de técnicas e aparelhos que utilizam frio, calor, som e várias categorias do espectro eletromagnético, relacionados ao saber fisioterapêutico.

Dra. Luciana Danheze
Fisioterapeuta
RPG
Pilates Clínico
Liberação Miofascial (IASTM)
Fisioterapia Ortopédica

ENTORSE DE TORNOZELO  Tudo sobre essa lesão de grau 1, 2 e 3 que pode causar o rompimento de ligamentosConheça os 3 tipo...
15/05/2020

ENTORSE DE TORNOZELO
Tudo sobre essa lesão de grau 1, 2 e 3 que pode causar o rompimento de ligamentos
Conheça os 3 tipos e graus de entorse de tornozelo, suas consequências e o tempo de recuperação.

A Entorse de tornozelo é uma lesão muito comum. Acontece tanto durante atividades esportivas como nas atividades do dia-a-dia. Basta perder o equilíbrio, pisar num buraco, caminhar numa superfície irregular, quebrar o salto do sapato ou se perder em uma pequena distração. Cerca de 25.000 pessoas torcem o tornozelo todos os dias.

A maioria das entorses de tornozelo são leves. Você se distrai, o tornozelo dá aquela virada para dentro. Dói um pouco, mas a dor logo desparece e você segue o seu caminho. Porém, a entorse de tornozelo pode ser grave, mesmo que não em um primeiro momento com você ainda aquecido pela movimentação.

Mais tarde, seu tornozelo pode inchar e doer tanto que você talvez não consiga mais suportar seu peso sobre ele. Neste tipo de torção de tornozelo não é incomum sentir um estalo no momento da lesão.

Quando uma entorse de tornozelo acontece um ou mais ligamentos no lado interno ou externo (mais comumente) do tornozelo sofreram um estiramento ou ruptura. Se você perceber que a torção de tornozelo foi mais grave (tornozelo inchado e dor constante), deve procurar um ortopedista especialista em pé e tornozelo. Se uma entorse não é tratada adequadamente pode causar problemas no longo prazo.

Tipos de Entorse de Tornozelo

Normalmente, o tornozelo é rolado para dentro (entorse de inversão) ou, menos frequentemente, para fora (entorse de eversão). A Entorse de inversão que causa dor ao longo do lado externo do tornozelo e é o tipo mais comum.

Dor ao longo do lado interno do tornozelo pode representar uma lesão mais grave para os tendões ou para os ligamentos e deve ser sempre avaliado por um médico ortopedista.

Além das lesões dos ligamentos e da cápsula articular, a entorse de tornozelo pode vir acompanhada de fratura dos maléolos da tíbia ou da fíbula. Os maléolos são aquelas protuberâncias ósseas existente nas faces interna e externa dos tornozelos e são a extremidade distal dos ossos da perna (tíbia e fíbula).

Você está mais propenso à entorse de tornozelo quando está com os dedos dos pés no chão e o calcanhar para cima (flexão plantar). Esta posição coloca os ligamentos do tornozelo sob tensão, tornando-os vulneráveis. Uma força repentina como a aterrissagem em uma superfície irregular pode virarseu tornozelo para dentro (entorse de inversão). Quando isso acontece, um, dois ou três dos seus ligamentos podem ser lesionados, estirados ou até rompidos.

tipos de entorse de tornozelo

Inversão, Eversão e Rotação. A torção de tornozelo de “inversão”, quando o pé vira para dentro, é o tipo mais comum de entorse de tornozelo. Os ligamentos afetados em cada tipo de entorse variam, como mostram as ilustrações. (tradução “tear” = lesão)
Prevenção Entorse de Tornozelo
Como prevenir uma entorse de tornozelo?

Alguns exercícios de força podem ser feitos para se prevenir uma entorse de tornozelo.

Com uma faixa elástica, por exemplo, faça 3 séries de 10 repetições, 2 a 3 vezes por semana.

Podem ser realizados também exercícios de equilíbrio, com auxilio de uma simples almofada por exemplo (ou mini cama elástica, disco de equilíbrio e bosú).

Os exercícios devem ser iniciados com os 2 pés, com você sentado em uma cadeira. Com o passar do tempo e facilidade na execução, passe a apoiar apenas 1 pé e utilize asuperfícies mais instáveis e exigentes.

Inicie com séries de 30 segundos.

Inicie apoiando ambos os pés e depois dificulte para causar mais instabilidade e reforçar o tornozelo.

Entorse de Tornozelo ou Fratura?

Uma entorse pode ser difícil de diferenciar de uma fratura sem um raio-x. Se você é incapaz de suportar seu peso após este tipo de lesão, ou se houver inchaço significativo ou deformidade, você deve procurar tratamento com um médico ortopedista, preferencialmente um especialista em pé e tornozelo.

Informe o seu ortopedista sobre como ocorreu a torção de tornozelo. Ele irá examiná-lo e pode querer um raio-x para se certificar de que não há fraturas A maioria dos entorses de tornozelo não requerem cirurgia, e entorses menores são melhor tratados com um programa de reabilitação funcional em fisioterapia.

Dependendo do estado dos ligamentos lesionados a sua lesão será classificada como uma entorse de tornozelo de grau 1, 2 ou 3.

A torção de tornozelo pode ter 3 graus de classificação de acordo com os danos causados aos ligamentos (distensão com micro lesões nos ligamentos, rupturas parciais ou rupturas totais de ligamento).
Tratamento da Entorse de Tornozelo
Tratar o tornozelo torcido adequadamente pode evitar dor crônica e instabilidade.

Para uma entorse de grau 1, onde apenas micro lesões afetam os ligamentos do tornozelo:

Descanse o tornozelo, não andando sobre ele. Limite a carga de peso sobre este pé.
Use muletas se necessário;
Se não há nenhuma fratura é seguro colocar algum peso sobre a perna. Uma tornozeleira muitas vezes ajuda a controlar o inchaço e acrescenta estabilidade enquanto os ligamentos estão cicatrizando.
Eleve a perna para reduzir o inchaço.
Não coloque gelo diretamente sobre a pele (use um pedaço de pano fino como uma almofada entre o s**o de gelo e a pele) e não aplique gelo por mais de 20 minutos de cada vez para evitar queimaduras.
O inchaço geralmente regride em alguns dias.

Para uma entorse de grau 2, onde ocorrem micro lesões ou ruptura parcial dos ligamentos do tornozelo; pode ser necessária imobilização para permitir mais tempo para a cura. Um ortopedista especialista em pé e tornozelo pode imobilizar o tornozelo torcido, permitindo ou não o seu apoio na primeira semana.

Uma entorse grau 3, em que pode haver ruptura total de um ou mais ligamentos do tornozelo; coloca você em risco de instabilidade permanente do tornozelo. Raramente, a cirurgia pode ser necessária para reparar os danos, e é feita especialmente em atletas competitivos para garantir a segurança na volta à prática.

Para entorses graves do tornozelo, o seu ortopedista pode considerar tratá-lo com gesso curto por duas a três semanas ou uma bota imobilizadora com posterior recomendação de fisioterapia.

Pessoas que torcem seu tornozelo repetidamente (tornozelo instável) também podem precisar de reparo cirúrgico para apertar os seus ligamentos.

FISIOTERAPIA PARA ENTORSE DE TORNOZELO

Recuperação e Fisioterapia para entorse de tornozelo

Cada lesão de ligamento precisa de uma reabilitação específica. Caso contrário, o tornozelo torcido pode não se curar completamente e você pode lesioná-lo novamente.

Toda entorse de tornozelo, de leve à grave, requer 3 fases de recuperação:

Fase I – inclui descansar, proteger e reduzir o inchaço do tornozelo machucado.
Fase II – inclui restaurar a flexibilidade, amplitude de movimento e força do seu tornozelo.
A Fase III – inclui o retorno gradual à atividade direta com exercícios de manutenção, seguidos mais tarde por esportes mais intensos como tênis, basquete ou futebol.
Uma vez que você possa apoiar-se em seu tornozelo novamente, seu fisioterapeuta, à pedido do ortopedista especialista em pé e tornozelo irá prescrever rotinas de exercícios para fortalecer os músculos e ligamentos e aumentar a sua flexibilidade, equilíbrio e coordenação. Mais tarde, você poderá voltar a andar e até correr com uma tornozeleira. Exercícios específicos sobre superfícies instáveis como os discos de equilíbrio trabalha a força e a propriocepção, sendo importantes aliados no fortalecimento e prevenção de novas lesões.

É importante concluir o programa de reabilitação e FISIOTERAPIA do tornozelo, por que isso irá tornar menos provável que você machuque o mesmo tornozelo novamente. Se você não completar a fisioterapia, pode sofrer dor crônica, instabilidade e até artrose no tornozelo.

Se o seu tornozelo ainda doer isso pode significar que o ligamento lesionado não cicatrizou direito, ou que alguma outra lesão também aconteceu.

Para evitar uma nova entorse de tornozelo preste atenção aos sinais de alerta do seu corpo. Diminua a velocidade sempre que sentir dor ou fadiga, realize aquecimentos antes de qualquer exercício, aumente o nível de esforços gradualmente e permaneça em forma para emprestar bom equilíbrio muscular, flexibilidade e força aos seus tecidos moles.

Tempo de Recuperação

No que diz respeito ao retorno aos esportes, entorses grau l tipicamente demoram de 2 a 4 semanas ou mais para recuperar a mobilidade total e para o inchaço para resolver completamente. Enquanto que as entorses de grau II, sendo um pouco mais graves, levam mais tempo, tipicamente de 6 a 8 semanas.

Para um grau de entorse III ou torções de tempo de recuperação depende de vários fatores. Alguns fisioterapeutas e médicos ortopédicos podem determinar que a imobilização precoce em uma bota de caminhar é necessária para permitir que os ligamentos tempo para curar em tipo II e III entorses.

No caso de haver uma ruptura completa ou fratura de avulsão (Fratura de Avulsão: O músculo ou o ligamento, que se insere no osso, arranca um pedaço dele, afastando esta porção do restante do osso), é possível que a cirurgia seja necessária para reconstruir os ligamentos. Nos casos em que a cirurgia é necessária, o paciente ficará em processo de reabilitação por pelo menos 12 semanas a 6 meses até retornar a maioria dos esportes que exigem dessa articulação.

Siga sempre o conselho de seu fisioterapeuta, nunca adiante o prazo de retorno às atividades mais rapidamente do que o recomendado pé e tornozelo.

Dra. Luciana Danheze
Fisioterapeuta
RPG
Pilates Clínico
Liberação Miofascial (IASTM)
Fisioterapia Ortopédica

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Alameda Drive Oscár De Barros Serra Dória, 5661, Vila São Manoel
São José Do Rio Prêto, SP
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