03/03/2017
O Carnaval acabou e agora?! – Por Victor Franchini
Carnaval, a maior festa cultural do Brasil, move milhares de pessoas para as ruas, blocos e trios elétricos.
Para alguns, cinco dias de muita farra, festa, folia, bebedeira e comilança, afinal, carnaval pode tudo; Para outros, não chega a tanto.
Com o fim do carnaval e o início da quaresma, chegamos a um divisor de águas: falando de saúde, exercício físico e hábitos saudáveis. Será que o ano só começa agora?
Apesar do mundo “fitness” estar em foco, há muita gente que ainda não tem dado a atenção necessária nessa área em sua própria vida.
No Brasil, segundo uma pesquisa realizada pelo Ministério do esporte, em 2016, 46% da nossa população é sedentária.
Outro dado alarmante de 2014 mostra que o Brasil já é o quinto país do mundo no ranking da obesidade, de acordo com o Instituto de Métricas e Avaliações de Saúde (IHME), situado em Washington. Isso tudo sem mencionar a quantidade de doenças acarretadas por essas duas condições, sedentarismo e obesidade. Infelizmente, parece que para muitos (quase metade da população brasileira), cuidar da saúde não tem vez, nem antes e nem depois do carnaval.
Mas por trás dessa realidade triste e dura, há uma luz, uma possibilidade de melhora nesse quadro, sem feitos grandiosos.
De acordo com um estudo que avaliou homens na faixa etária de 23 a 41 anos, foi observado que com apenas 2 sessões semanais de treinamento resistido (musculação) e no período de 18 semanas (4 meses e meio), houve uma perda em média de 2,1 Kg de gordura corporal e um aumento de 2,1 Kg de massa corporal livre de gordura.
Em outro estudo, que relaciona o sedentarismo à propensão de quedas em idosos, os indivíduos foram divididos em dois grupos, os praticantes de atividade física e os sedentários. O grupo dos fisicamente ativos, praticavam 1 hora de treino, três vezes na semana. Todos eles foram submetidos a um teste de mobilidade funcional para identif**ar o risco de queda. No grupo de “vovôs” treinados, 95% apresentaram baixo risco de quedas e 5% risco médio, já no grupo de “vovôs” sedentários, 5% tiveram alto risco de quedas, 80% risco médio e apenas 15% risco baixo. Uma diferença que evidencia a importância da atividade física também para idosos, como em todas outras fases da vida.
Para você que começou bem o ano, cuidando da sua saúde e de seu corpo, parabéns!
Com toda certeza já está um passo mais próximo de seus objetivos pessoais, sejam eles quais forem.
Para você que estava “esperando” o carnaval para iniciar o ano, nunca é tarde para começar, mas lembre-se:
Seu corpo é seu maior bem, e quando ele não é bem cuidado f**a enfermo e acabamos deixando de desfrutar os melhores momentos!
Victor Franchini, graduado em Ciência do Esporte pela UNICAMP/FCA, Personal Trainer Coach 4.1, atuante na Clínica Corpore e colunista do Inaugurou em Rio Preto.