30/09/2012
AQUI EXISTEM GUERREIROS!
Por Pedro Lucínio
É comum sentirmos alegria e tristeza por diversos acontecimentos durante nossa vida. Nesta semana, tive meu coração invadido por esses dois sentimentos. Primeiro a derrota do América para o Jacaréi, que como já disse não tem basquete suficiente para ganhar dos GUERREIROS, mas fui obrigado a assistir de camarote o América ser derrotado em casa e se distanciar do G4 do Paulista A 1. Triste e amarga derrota! Bem da verdade a partida seguinte, que aconteceu na tarde de sábado era tida por muitos e até por mim como “impossível” de ser vencida. Ganhar de Franca, a cidade que tem o basquete como “TRADIÇÃO”. Com uma equipe jovem é verdade, mas extremamente habilidosa, liderada em quadra pelo armador Juan Pablo FIGUEROA, da geração que substituiu o time mais vencedor da história do basquete argentino e comandada por LULA Ferreira, nome que figura na elite dos técnicos do basquete brasileiro. Que, além disso, vinha embalada, num verdadeiro galope, de uma vitória sobre Bauru, líder e um dos candidatos ao titulo. Tarefa difícil? Realmente para o torcedor que assistiu ao ultimo jogo era praticamente “IMPOSSÍVEL”.
Eis então que o impossível aconteceu!
Em uma noite inspirada, daquelas que você acaba afirmando que DEUS existe. Os GUERREIROS, liderados por Fernando REIS, na minha humilde opinião um excepcional armador, “quando quer”, demonstrou em quadra um basquete que não assistia desde o tempo em que o maior de todos os GUERREIROS, Marino MANELLA, liderava a equipe. Eu e mais uma torcida meio que incrédula, passamos de meros expectadores para torcedores totalmente embriagados com os lances maravilhosos e certeiros que os GUERREIROS proporcionaram. A garra e vontade com que cada um da equipe utilizou em quadra foram completadas mais uma vez com o brilhantismo de RASHAUN Mclemore, que além de cestinha da partida com 25 pontos, em vários momentos com seus dribles, deixou os oponentes pasmos e tortos. Ao que víamos das arquibancadas, fora da quadra, sem duvida a batalha do planejamento e estratégia, do jovem técnico contra o mestre, de Daniel Wattfy, técnico dos GUERREIROS versus LULA Ferreira, que com sua experiência cantava os lances que os GUERREIROS praticavam contra sua equipe, meio que tentando avisa-los do perigo iminente.
Porém a noite era de puro êxtase americano que terminou com os brados dos GUERREIROS que ecoaram por toda São José do Rio Preto e ainda para mais longe dela, numa espécie de alerta de que eles podem e vão chegar ao final deste campeonato. Que aqui o basquete se joga com garra, determinação e muita fé. Que aqui existe um time disposto a lutar. Que aqui existe uma “TRADIÇÃO” no basquete. Que aqui existem GUERREIROS!