Evandro Almeida

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22/08/2026

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Longão não é só distância.

Dois atletas podem correr os mesmos 18 km, no mesmo pace médio, e terminar com respostas completamente diferentes.

O que eu quero saber é:

Quando começou a pesar?

O que piorou primeiro?

A frequência cardíaca subiu?

As pernas começaram a falhar?

O esforço aumentou mesmo mantendo o ritmo?

Porque, para meia e maratona, não basta ter capacidade quando está descansado.

Você precisa conseguir preservar essa capacidade quando a fadiga começa a aparecer.

É isso que o conceito de durabilidade ajuda a enxergar.

📌 No próximo longão, não olhe só para quantos quilômetros você fez.

Olhe para quem você era nos quilômetros finais.

22/08/2026

O longão não começa no primeiro quilômetro.

Começa na decisão de levantar cedo, encontrar o grupo e sustentar o combinado — mesmo quando o corpo pede mais alguns minutos de cama.

Neste sábado, cada pessoa corre sua distância e seu ritmo. Mas ninguém corre sozinho.

Nos vemos no longão. 🏃‍♀️🏃‍♂️☀️

21/08/2026

Seu CMJ caiu hoje.

Isso significa fadiga?

Talvez.

Mas um teste isolado não deveria carregar sozinho esse diagnóstico.

Até a própria altura do salto pode esconder compensações na forma de executar o movimento.

Por isso eu olho:

linha de base,
tendência,
estratégia do salto
e outras respostas do atleta.

📌 Um teste levanta uma hipótese.

Uma sequência bem interpretada começa a orientar decisão.

20/08/2026

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Um número diferente não significa automaticamente que o treino precisa mudar.

O que me interessa é quando vários sinais começam a apontar na mesma direção.

Sono pior.
Esforço maior.
Aquecimento pesado.
Resposta fisiológica diferente.

Aí deixamos de ter apenas um número estranho.

Começamos a ter um padrão.

📌 Monitoramento não é reagir a cada oscilação.

É saber quando uma oscilação realmente merece virar decisão.

20/08/2026

Seu CMJ caiu hoje.

Isso significa fadiga?

Talvez.

Mas um teste isolado não deveria carregar sozinho esse diagnóstico.

Até a própria altura do salto pode esconder compensações na forma de executar o movimento.

Por isso eu olho:

linha de base,
tendência,
estratégia do salto
e outras respostas do atleta.

📌 Um teste levanta uma hipótese.

Uma sequência bem interpretada começa a orientar decisão.

13/08/2026

Um treino abaixo do esperado não significa, automaticamente, perda de condicionamento.

O desempenho daquele dia é resultado do encontro entre duas coisas:

o que a atleta construiu nas últimas semanas
e o estado em que o corpo chegou para correr.

Sono ruim, estresse elevado, recuperação incompleta, dores musculares e acúmulo de carga podem aumentar o custo de um ritmo que, normalmente, seria confortável.

O relógio registra a consequência: pace pior.

Mas não explica a causa.

Por isso, antes de reduzir zonas, mudar a planilha ou concluir que “o condicionamento caiu”, precisamos observar:

Esse esforço foi diferente do habitual?
A frequência cardíaca respondeu de outra forma?
A técnica se desorganizou?
Como estavam sono, dores e disposição?
Isso aconteceu apenas hoje ou está se repetindo?

Uma sessão isolada mostra uma resposta.

É a repetição do padrão — junto com o contexto — que orienta a decisão.

Planejamento não é planilha. É leitura do corpo.

Salve este post para lembrar disso antes de julgar seu próximo treino apenas pelo pace.

11/08/2026

Seu relógio baixou o VO₂máx e você já achou que perdeu condicionamento?

Calma.

Esse número é uma estimativa e pode variar com calor, terreno, frequência cardíaca, fadiga e até com o próprio algoritmo.

Um estudo publicado em 2026 mostrou que essa estimativa pode perder precisão, principalmente em atletas mais treinados.

Por isso, eu não mudo treino por causa de um número isolado.

Eu quero saber se o desempenho caiu também.
Se o esforço aumentou.
Se a frequência cardíaca mudou.
E se isso está se repetindo.

📌 Wearable mostra tendência.
O corpo confirma se ela importa.

08/08/2026

Treino mais curto não significa, necessariamente, treino mais leve.

Em um estudo publicado em 2026, participantes correram até a exaustão em ambiente temperado e em calor extremo.

No calor, correram por muito menos tempo.

Mesmo assim, apresentaram alterações neuromusculares e autonômicas importantes durante a recuperação.

Isso ajuda a entender por que olhar apenas para:

pace, distância e dor muscular

pode contar só uma parte da história.

Em dias muito quentes, a carga interna pode aumentar mesmo quando o volume externo cai.

Para o treinador, a pergunta não é apenas:

“quanto ela correu?”

É:

quanto esse treino custou para o organismo?

07/08/2026

Dormiu mal e o treino pareceu “estranho”?

Talvez não tenha sido impressão.

Um estudo publicado em 2026 mostrou que uma única noite de privação total de sono foi suficiente para alterar variáveis biomecânicas da corrida, como cadência e tempo de contato com o solo, em corredores recreacionais.

Mas cuidado com a interpretação:

isso não significa que uma noite ruim de sono = treino cancelado.

Significa que o mesmo treino pode ser executado de maneira diferente quando o corpo chega menos recuperado.

E é aqui que entra a tomada de decisão do treinador.

Sono não deve ser usado como um botão automático de “treina” ou “descansa”.

Ele é uma informação de contexto.

Porque planejamento não é apenas saber qual sessão estava prevista para hoje.

É entender como o corpo está chegando para receber essa sessão.

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São José Do Rio Pardo, SP

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