22/08/2026
Chego aos 39 anos.
Um ano em que várias das coisas que eu mais temia acabaram acontecendo.
Senti medo.
Chorei mais do que gostaria de admitir.
Me decepcionei.
E descobri uma força que eu não sabia que existia em mim.
Chego aos 39 sem ter conquistado tudo o que sonhei que teria aos 39.
Ainda lido com as consequências de escolhas que hoje faria diferente.
Ainda preciso me perdoar por coisas que carreguei por tempo demais.
Mas, percebi que, enquanto enfrentava minhas batalhas, também estava cercada pelas coisas mais importantes que construí.
Um marido que amo.
Uma filha que sabe que é amada.
Uma vida da qual eu gosto de fazer parte.
E uma paz silenciosa ao perceber que não desejo ser outra pessoa.
A vida não me transformou na mulher que eu imaginava aos vinte anos.
Ela fez algo mais interessante.
Me transformou na mulher que eu admiro aos trinta e nove.
Talvez porque eu percebi algo em que nunca havia pensado:
eu me tornei a mulher que eu gostaria de encontrar no mundo.
Não porque tenha acertado sempre.
Não porque tenha vivido uma vida sem dores.
Mas porque, apesar de tudo, há coisas em mim que eu consegui preservar.
Durante muito tempo achei que a vida fosse uma construção.
Hoje suspeito que ela também seja um reconhecimento.
Como quem encontra alguém depois de muitos anos, olha com atenção e finalmente percebe:
“Então era você.”
Que venha os 40, se Deus quiser ✨