25/08/2020
O treinamento funcional tem se tornando cada vez mais popular entre a indústria fitness e tem sido considerado como uma alternativa válida para a melhoria do desempenho esportivo e das atividades da vida diária. A palavra "função" é relativa ao desempenho de uma ação, trabalho ou atividade. O Treinamento Funcional deve ser designado para imitar tarefas ou atividades que ocorrem na vida diária de uma pessoa, para que as adaptações do treinamento sejam mais transferíveis (WEISS et al, 2010).
Por definição, o Treinamento Funcional significa treinar com propósito. Em outras palavras, deve ter um efeito positivo na atividade ou esporte no qual o indivíduo pratica. Os métodos do Treinamento Funcional são baseados nos princípios da especificidade - mecânica, coordenativa e energética (PLISK, 2006). Para que o exercício seja funcional, critérios devem ser adotados para cada um desses princípios, nos quais as tarefas do treinamento devem ser escolhidas de acordo com a especificidade mecânica das demandas de atividades da vida diária (PLISK, 2006).
Além disso, o Treinamento Funcional envolve atividades multiarticulares, multiplanares e proprioceptivas que envolvem desaceleração (redução de força), aceleração (produção de força) e estabilização; doses controladas de instabilidade; controle da gravidade, forças de reação do solo e impulso. (GAMBETTA, GRAY, 1995; GAMBETTA, CLARK, 1998).
De acordo com Campos e Neto (2004), a essência do treinamento funcional está baseada na melhoria dos aspectos neurológicos que afetam a capacidade funcional, através de exercícios que desafiam os diversos componentes do sistema nervoso e, por isso, estimulam a sua adaptação.
Do ponto de vista funcional, compreende-se que primeiro deve-se treinar o centro para depois mobilizar as extremidades. Sendo assim, um dos pilares do Treinamento Funcional é o treinamento do CORE, que pode ser definido como o treinamento da região central do corpo. Do inglês, core significa núcleo, centro.