DEFINIÇÃO DO JIU-JITSU
Baseado num jogo inteligente de força contra força, equilíbrio e desequilíbrio, em lançamentos e movimentos divergentes, além de ser uma arte marcial, o Jiu-Jitsu pode ser definido como a ciência exata dos movimentos coordenados. Basicamente no Jiu-Jitsu usa-se a força (própria e, quando possível, do próprio adversário) em alavancas, o que possibilita que um lutador, mesmo
sendo menor que o oponente, consiga vencer. No chão, com técnicas de estrangulamento e pressão sobre as articulações, é possível submeter o adversário fazendo-o desistir da luta. BENEFÍCIOS DA PRÁTICA DO JIU-JITSU
Proporcionar ao praticante um bem-estar físico e mental
Restabelecer o equilíbrio emocional
Adquirir autoconfiança
Estimular a criatividade
Praticar o companheirismo
Desenvolver o raciocínio e a paciência
Noção de espaço e coordenação motora
Reflexo condicionado
Equilíbrio e concentração
PÚBLICO-ALVO
Indivíduos que são possuidores do conhecimento prático do Jiu-Jitsu. Indivíduos que praticam outras modalidades esportivas e não possuem o conhecimento do Jiu-Jitsu. Indivíduos que compõem um público leigo
MISSÃO
Divulgar a prática da origem do Jiu-Jitsu, relacionando os conceitos desportivos e terapêuticos dessa arte milenar para o maior número de pessoas possíveis. OBJETIVOS
Oferecer aos alunos da Academia Origem Jiu-Jitsu o conhecimentos práticos e teóricos dos 4 elementos do Jiu-Jitsu (defesa pessoal, golpes traumáticos, judô e parte de solo, que equivocadamente muitos acreditam ser o jiu-jitsu como um todo). Montar uma equipe de atletas preparados para enfrentar qualquer desafio, tanto na luta como na vida. Reviver o Jiu-Jitsu clássico no dias atuais, onde a arte suave sofreu tantas alterações. ORIGEM DO JIU-JITSU
Oriundo dos mosteiros Hindus, onde foi concebido como forma de defesa alternativa que defendesse, neutralizasse, anulasse e subjugasse sem causar danos físicos aos adversários, preceitos estes que não violentaria os rígidos dogmas religiosos dos monges, o Jiu-Jitsu, desde os seus primórdios teve sempre como filosofia básica a autodefesa, mesmo quando essa autodefesa implicasse na necessidade de contra-ataque ao adversário, sempre como resposta, nunca como iniciativa. A aplicação de leis físicas, tais como “sistema de alavanca, momento de força, equilíbrio, centro de gravidade e o estudo minucioso dos pontos vitais do corpo humano”, propiciou aos seus criadores fazer do Jiu-Jitsu uma arte científica de luta. Sem contar com a filosofia ZEN (nascida do Budismo) que é, sem dúvida, um traço marcante entre o Budismo e as antigas Seitas de Jiu-Jitsu. Séculos mais tarde, o Jiu-Jitsu foi disseminado por toda a Ásia, mas encontrou a sua verdadeira pátria no Japão, tornando-se lá o esporte nacional, onde deu origem as mais diversas modalidades de lutas, sendo que, de suas diversas escolas surgiram o Judô, o Karatê, o Aikidô e dezenas de outras artes marciais. INTRODUÇÃO DO JIU-JITSU NO BRASIL
A partir do final do século XIX, alguns mestres de Jiu-Jitsu migraram do Japão para outros continentes vivendo do ensino da arte marcial e das lutas que realizavam. Um deles foi Mitsuyo Kosei Maeda, conhecido por Conde Koma. Depois de viajar lutando em diversos países da Europa e das Américas, chegou ao Brasil em 1915 em missão diplomática e fixou-se em Belém do Pará, aonde no ano seguinte conheceu
Gastão Gracie. Pai de oito filhos, cinco homens e três mulheres, Gastão tornou-se um
entusiasta do Jiu-Jitsu e levou o mais velho, Carlos, para aprender a luta com o japonês. Iniciou-se ai o Jiu-Jitsu Brasileiro. Carlos Gracie transmitiu seus conhecimentos aos irmãos, adequando e aperfeiçoando a técnica à condição física franzina, característica de sua família. Mas, dentre os irmãos, foi Helio Gracie, seu irmão mais novo, quem mais se destacou. Hélio Gracie, que era um jovem franzino, doente e com desmaios frequentes, que, após aprender o esporte e começar a praticá-lo, nunca mais teve os problemas de saúde que o acometiam. Os irmãos Carlos e Hélio Gracie passam por Minas Gerais e em Belo Horizonte ministra algumas aulas num hotel da região. Em seguida vem para São Paulo e no bairro das Perdizes monta uma academia. Sem o sucesso desejado transferiram residência para o Rio de Janeiro (em 1920) e lá fundou a academia de Jiu-Jitsu (localizada à Rua Marquês de Abrantes, Praia do Flamengo) onde começaram a transmitir os ensinamentos aprendidos com o grande Conde Koma. A partir daí, o Jiu-Jitsu passou a ser difundido com sangue e suor. A luta de kimono, desconhecida para os brasileiros, foi-se impondo, através de vitórias, contra todas as formas de luta que aqui existiam como a Capoeira, a Greco-Romana, o Boxe e, mais tarde, quando aqui chegou, o Judô Esportivo e (recentemente) o Karatê-Dô esportivo. Lutas épicas e memoráveis de Hélio Gracie (contra adversários fisicamente mais fortes) divulgaram a eficiência do Jiu-Jitsu brasileiro. As sucessivas vitórias de homens franzinos (contra gigantes musculosos) fizeram com que, bem cedo, os mais incrédulos acreditassem na invencibilidade do Jiu-Jitsu. Após anos de lutas e de estudos, desenvolveu-se um verdadeiro estilo Brasileiro de Jiu-Jitsu. A ACADEMIA ORIGEM JIU-JITSU
Já no Rio de Janeiro, Carlos e Hélio formam os irmãos, João Alberto Barreto e Álvaro Barreto ambos grandes campeões na década de 50 e atualmente possuem o grau máximo do Jiu-Jitsu,a faixa vermelha. João Alberto e Alvaro Barreto foram os mestres de Guilherme Dória Machado, que na época colecionou títulos nas décadas de 60/70 sendo tri-campeão brasileiro e diversas vezes campeão carioca. Vale ressaltar que nessa época ainda não havia um campeonato mundial, portanto o brasileiro equivalia ao campeonato de maior porte e destaque da época. Guilherme faz parte do seleto grupo de faixas preta outorgados pelo Grande Mestre Hélio Gracie. A evolução que o Jiu-Jitsu brasileiro viveu desde sua criação no início do século XX, com a escola criada por Carlos Gracie, até os dias de hoje tem muitos aspectos positivos. Posições novas, formas de treino e múltiplas variações fazem parte do desenvolvimento e do repertório moderno e competitivo do Jiu-Jitsu atual. No entanto, devido ao processo de expansão massificada e o caráter excessivamente voltado para a competição esportiva, alguns fatores fundamentais estão se perdendo e são raros de encontrar hoje em dia. A técnica criada pelos irmãos Gracie tinha como foco principal a arte da finalização. O objetivo fundamental era permitir que um sujeito mais fraco pudesse desenvolver uma estratégia de luta que o permitisse se defender do mais forte, criando o espaço ideal para um bote final sem a necessidade do uso da força. Com o advento das regras e os campeonatos de Jiu-Jitsu as lutas que antes eram com tempo livre, passaram a ter um tempo reduzido com duração de 5 a 10 minutos dependendo da categoria. Além do tempo, criou-se um critério de pontos, possibilitando que o sujeito que conseguisse impor ao outro uma determinada posição ganharia pontos e poderia contar com isso para ganhar a luta. Com isso a força e o preparo físico passaram a ser mais privilegiadas do que a técnica e o conceito primordial da finalização foi perdendo cada vez mais espaço.