16/03/2026
“Eu rapidamente o silenciei. Não por insensibilidade, mas por não saber como conduzir aquela conversa.”
Essa frase me fez pensar sobre liderança.
Há uma diferença importante entre estar em uma posição de liderança e, de fato, ser líder.
Estar em posição de liderança pode dizer sobre cargo, função, contexto, momento.
Ser líder diz sobre consciência, responsabilidade e disposição para desenvolver algo que vai muito além da técnica.
Porque desenvolvimento técnico, sozinho, não basta.
Liderança é, antes de tudo, relação com pessoas.
E pessoas carregam vivências: complexas, interessantes, doídas, alegres.
Histórias que, de alguma forma, atravessam o modo como elas trabalham, se comunicam, se posicionam, entregam e se relacionam.
Escuto líderes falarem da falta de tempo e impaciência para escutar.
A impaciência deriva do desconforto.
Da insegurança diante de conversas que exigem mais presença do que resposta pronta.
Talvez, em muitos momentos, o que falte não seja interesse pelas pessoas.
Talvez falte repertório para conduzir determinadas conversas.
E, se soubéssemos conduzi-las melhor, talvez fizéssemos descobertas importantes sobre o outro e sobre nós mesmos.
Ser líder também é reconhecer o quanto ainda precisamos crescer para sustentar conversas humanas com maturidade, clareza e responsabilidade.
No fim, liderar não é apenas ocupar um lugar.
É desenvolver a consciência necessária para cuidar do impacto que temos sobre as pessoas.