15/07/2026
Durante uma corrida longa, o corpo passa por uma sequência de adaptações bem interessante:
Nos primeiros minutos
O coração acelera para bombear mais sangue aos músculos.
A respiração f**a mais rápida e profunda para captar mais oxigênio.
Os músculos começam queimando principalmente glicogênio (energia rápida armazenada).
Depois de 20-30 minutos
O corpo começa a usar mais gordura como combustível, poupando o glicogênio.
A temperatura corporal sobe e o suor aumenta para resfriar o corpo.
Os vasos sanguíneos da pele se dilatam para ajudar na dissipação de calor.
A partir de 1 hora (corridas longas)
Os estoques de glicogênio começam a se esgotar — é aqui que muitos corredores sentem a famosa "parede" (hitting the wall), com queda brusca de energia.
O corpo depende cada vez mais da queima de gordura, que é mais lenta e menos eficiente.
Perda de líquidos e eletrólitos (sódio, potássio) pelo suor pode causar cãibras ou fadiga se não forem repostos.
Microlesões nas fibras musculares começam a se acumular, o que gera aquela dor muscular nos dias seguintes.
No sistema nervoso e mental
O cérebro libera endorfinas e endocanabinoides — a base do famoso "barato do corredor" (runner's high).
Com o cansaço, a percepção de esforço aumenta e a mente precisa "empurrar" o corpo, especialmente nos últimos quilômetros.
Depois da corrida
O corpo entra em processo de recuperação: reposição de glicogênio, reparo das fibras musculares e reidratação.
O sistema imunológico pode f**ar temporariamente mais vulnerável por algumas horas.
Bons treinos e 💚