03/09/2021
SETEMBRO,
é reconhecido internacionalmente como o mês da conscientização e prevenção ao suicídio. No Brasil, a causa ganhou visibilidade através da campanha Setembro Amarelo, criada em 2015 pelo CVV (Centro de Valorização da Vida), junto ao CFM (Conselho Federal de Medicina) e a ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria), que buscam desde então trazer à tona esse tema que ainda é tabu na sociedade.
O pensamento suicida não é decorrente de um motivo isolado, ele pode surgir de diversas formas e em um conjunto com situações em que a pessoa passa a ter a necessidade de aliviar as pressões externas. E, muitas vezes, podem ser ocasionados pela depressão, dessa forma, quando falamos em prevenção do suicídio, também estamos falando em combate à essa doença.
Tal doença é uma disfunção química no cérebro que afeta os neurotransmissores, por exemplo a serotonina. Essas substâncias, quando desreguladas, podem ocasionar uma série de alterações psicológicas, levando o indivíduo depressivo a sentir tristeza profunda, baixa auto-estima, irritabilidade, entre outros sintomas. Em casos extremos, a ideação suicida.
É fato que a melhor forma de prevenir e também tratar a depressão, é cuidar em conjunto da mente e corpo. De acordo com estudos, pessoas fisicamente ativas, independente da idade, apresentam mais qualidade na saúde mental do que sedentários.
A prática de exercícios físicos, de qualquer tipo, possui inúmeros benefícios. Além da melhora do condicionamento físico, eles também contribuem com a melhora da capacidade cognitiva e diminuem os níveis de ansiedade e estresse de maneira geral. Alguns estudiosos acreditam que isso é possível porque o corpo produz substâncias quando está em atividade, como endorfina, serotonina e noradrenalina, que estimulam as sensações de bem-estar, aliviando os sintomas da depressão.
Dessa forma, pode-se dizer que as atividades físicas atuam na prevenção e tratamento da depressão e consequentemente do suicídio. É imprescindível mencionar que elas funcionam como adicionais e devem estar vinculadas ao acompanhamento de profissionais, os quais podem precisar associar além da psicoterapia, o uso de medicamentos.