04/08/2013
Histórias do VASCO
Em 1940 a festa do Primeiro de Maio é levada para o Estádio de São Januário. Cerca de quarenta mil pessoas (números do JB de 03 mai 1940, p. 9) se deslocam para o estádio de São Januário em bondes e ônibus gratuitos, de linhas especialmente montadas para o evento. O evento se iniciava às 15 horas com a entrada triunfal de Vargas em carro aberto, dando uma volta olímpica no campo, saudando o público presente. Depois, o discurso do ministro do Trabalho, Valdemar Falcão, foi seguido pela apresentação da Canção do Trabalhador, cantada por Carlos Galhardo, uma das maiores estrelas do rádio da época. Muitas outras cerimônias se seguiram até o discurso de Getúlio. Nele, o Presidente decreta finalmente o salário mínimo, assinando o Decreto-lei em pleno estádio, juntamente com Valdemar Falcão. Logo depois, Vargas deixa o estádio e o programa tem continuidade. Vargas anotaria o dia em seu diário de forma lacônica:
“À tarde, sigo com o ministro do Trabalho para as festas comemorativas do dia, no estádio do Vasco da Gama. Muita gente, muitos aplausos, discursos” (p. 310).
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Entre 1944 e 1945 a ditadura Vargas agonizava com o fim da Guerra na Europa e o cenário era de redemocratização com as eleições marcadas para o final do ano de 1945. Em maio deste ano, Luis Carlos Prestes conseguiria reunir, após sair da cadeia, mais de 100.000 pessoas em São Januário para um comício. O estádio São Januário e os dirigentes do Vasco, acusados durante anos de servir a Ditadura Vargas, foi o palco de uma grande manifestação de oposição, mas pouco lembrado.
A cessão do estádio para o comício de Prestes causou a saída do presidente do Vasco, o Professor Castro Filho, em virtude do seu pedido de renúncia em decorrência do protesto de sócios e dirigentes influentes do clube movidos pelo sentimento anticomunista predominante em diversos setores.
Abaixo o link com o discurso de L.C. Prestes em São Januário.
https://docs.google.com/file/d/0B8_gvWjrwU3ZVkFqZk5ERHNTZzg/edit?pli=1