23/03/2024
Muito já se produziu no sentido de determinar até que ponto a amplitude de movimento é mais importante do que a carga.
Neste sentido, em um estudo de Bloomquist (2013), foram investigadas várias situações ligadas ao agachamento.
Com isso, um grupo de 10 pessoas treinou fazendo o agachamento com a amplitude completa e o segundo grupo de 10 pessoas, treinou com a execução parcial do exercício.
O programa de exercícios era igual para ambos os grupos, apenas com as cargas ajustadas para cada tipo de agachamento.
Com isso, o grupo da amplitude total usava cargas mais baixas que o grupo da execução parcial.
Ao final do estudo e com todas as análises feitas, o grupo que treinava com mais amplitude e menos cargas, obteve os melhores resultados, tanto em questões de hipertrofia e aumento da massa magra, bem como de aumento de força.
Um outro estudo, que complementa o primeiro é o de Hartmann(2013) analisou as sobrecargas que eram causadas na articulação do joelho e da coluna, quando eram alterados o peso e a amplitude de movimento no agachamento.
Este estudo, que foi uma revisão de literatura, queria questionar o senso comum que acreditava que a amplitude de movimento completa no agachamento (afundo), aumentaria o risco de lesões nessas articulações.
A conclusão deste autor foi de que a agachamento completo não aumenta em nada o risco de lesão nestas articulações.
Além do mais, foi possível encontrar evidências de que quando comparados o agachamento completo e o parcial, o risco de lesão, em longo prazo, aumenta no agachamento parcial.
Em resumo, podemos dizer que este estudo mostra que o que é lesivo para as articulações não é a amplitude de movimento, mas sim o excesso de carga.