21/01/2026
LISTA DOS CURSOS NO RJ
• Estácio de Sá (Angra dos Reis) – nota 1
• Universidade Iguaçu (Nova Iguaçu) – nota 2
• Universidade Iguaçu (Itaperuna) – nota 2
• Afya Unigranrio (Rio) – nota 2
• Afya Unigranrio (Duque de Caxias) – nota 2
• Unifeso (Teresópolis) – nota 2
• UniFOA (Volta Redonda) – nota 2
• Faculdade de Medicina de Campos – nota 2
• Afya Itaperuna – nota 2
• UniFAMESC (Bom Jesus do Itabapoana) – nota 2
• Univassouras – nota 3
• Estácio de Sá (Rio) – nota 3
• Faculdade de Medicina de Petrópolis – nota 3
• Unifaa (Valença) – nota 3
• FCM Três Rios – nota 3
• Souza Marques – nota 4
• Uerj – nota 4
• UFF – nota 4
• UFRJ (Rio) – nota 4
• UFRJ (Macaé) – nota 4
• Unirio – nota 4
Artigo
Estão tentando tratar isso como “estatística educacional”. Não é. É risco sanitário.
Por Julio Benchimol Pinto
Mais de cem cursos de Medicina no Brasil foram reprovados no exame nacional que mede o mínimo de competência para alguém vestir um jaleco e atender gente de verdade. Não é detalhe técnico. Não é guerra ideológica. É gente saindo da faculdade sem saber o suficiente para não matar.
Quase um terço dos cursos avaliados ficou nas faixas mais baixas. Entre os formandos, um em cada três não demonstrou conhecimento mínimo. Um em cada três. Pense nisso da próxima vez que alguém disser que “faltam médicos” e que o problema se resolve abrindo curso a rodo, como se diploma fosse xerox.
Não estamos falando de erro honesto, nem de exceção. Estamos falando de um modelo de mercantilização do ensino médico que transforma pacientes em cobaias e a saúde pública em campo minado. Curso ruim não forma médico “mais ou menos”. Forma profissional perigoso: inapto, imperito, inseguro - e convencido.
O mais obsceno? As entidades que representam essas instituições tentaram barrar a divulgação dos resultados na Justiça. Não quiseram melhorar, quiseram esconder. Quem esconde laudo, geralmente sabe o que ele mostra.
Isso não é ataque à Medicina; é defesa da Medicina. Médico bom estuda, treina, erra sob supervisão e aprende. Médico ruim sai despreparado, com diploma na mão e ego inflado - e encontra o paciente como primeiro teste.
O nome disso não é democratização do acesso, é roleta russa com a vida alheia.
E não, isso não é exagero retórico, é um aviso. Porque quando o sistema falha na formação, quem paga a conta não é a faculdade, é o paciente. Sempre.