13/01/2021
Feliz 2021 pra alguns, com a mesma reclamação de 2020, o primeiro post poderia ser falando do Patético Botafogo, mas Botafogo nem é time, entao vamos falar um pouco sobre o Var ou para alguns "WAR".
Sempre fui à favor do uso do vídeo como um auxílio para a arbitragem. Estamos em 2021, não faz sentido fingir que não existem telas em tudo quanto é canto e que o mundo de hoje pede que o futebol se mexa. O vídeo tem que ser usado, de alguma forma.
Além de problemas conceituais do VAR, que eu não tenho propriedade para opinar, mas quem é da área tem argumentos importantes (procurar pelo que escreve o Hudson Martins, da Unicamp), o VAR aqui nas terras sul-americanas, pelo menos, tem um problema bastante claro, a meu ver: confundem o que significa "qualidade", e, ao usar o VAR diversas vezes e, por longos minutos, acabam denegrindo o próprio método e a arbitragem.
Acho muito estranho que, mesmo jornalistas muito bons, sejam fundamentalistas ao ignorar qualquer crítica ao VAR, chamando de "clubistas" ou "ignorantes" quem discorda de como as coisas são feitas.
Ontem, numa semifinal de Libertadores, sem pressão da torcida e com milhões de espectadores em vários países, a arbitragem precisou recorrer ao vídeo TRÊS vezes, só no segundo tempo. E não foram pausas curtas, não. Como defender que essa arbitragem é boa, sendo que ela precisa se corrigir com tanta frequência? Como dizer pro torcedor que um pênalti, com certeza, não foi pênalti, se vários árbitros treinados para um jogo deste tamanho, precisam de debruçar por longos minutos, para tomar uma decisão? Acho que eles não entendem que, quanto mais usam e por mais tempo, mais fraco o VAR (e a arbitragem como um todo) vai ficar. Mostra que ninguém quer tomar decisão alguma e, na ânsia de não se comprometer, aumentam mais ainda as teorias da conspiração, estragando a imagem das competições.