09/05/2023
Sentir raiva, fúria e ter impulsos agressivos com o propósito de nos defender é não só natural, como esperado diante de uma ameaça. É por isso que, inclusive, um crime cometido em legítima defesa não terá consequências penais.
Sentir raiva e acessar a resposta de luta faz parte do nosso kit de sobrevivência e autopreservação.
O problema é quando, diante de um perigo real, essa resposta f**a bloqueada de acontecer: Seu pai, por exemplo, te batia duramente durante a infância. Você teve o ímpeto de se defender, mas não pôde, porque ele era mais forte que você e nesse caso a resposta f**a interrompida, sobrecarregando o seu sistema.
Além disso, apredendemos como sociedade que sentir raiva é “ruim” e “não é desejável". Então, toda vez que essa emoção básica emerge, tratamos de colocá-la embaixo do tapete e aos poucos, toda essa raiva e fúria não expressadas f**am retidas dentro de nós, alimentando uma agressividade, que aí sim, não é mais saudável e que eventualmente irá se manifestar como violência.
É aí que algo divinamente orquestrado para nos defender se distorce e perpetua mais violência em si mesmo e nas outras pessoas.
Por isso, dá uma lidinha no carrosel e verif**a se você está de alguma forma fixado nessa resposta ao trauma.
Além disso, amanhã, sai post frequinho sobre como lidar com nossa raiva de forma saudável, para complementar o tema de hoje! 😍