As canoas polinésias ou va’a foram responsáveis pela colonização das ilhas da Polinésia e Micronésia. O va’a atual descende diretamente das antigas canoas de pesca havaianas e taitianas. Nos últimos 50 anos, o va’a conquistou o status de esporte nacional no Havaí e na Polinésia Francesa. Estima-se que seja praticado hoje por até 25.000 pessoas na Polinésia francesa, onde é tão popular quanto o fut
ebol no Brasil, 10.000 pessoas no Havaí, 5.000 na Austrália e números significativos e em forte crescimento em mais de 30 outros países. O esporte foi amplamente difundido na Austrália e Nova Zelândia nos últimos 20 anos, e encontra-se em franca expansão fora do triângulo polinésio, com destaque para a França e em mais de oito países europeus, além de África do Sul, Hong Kong, Japão, Canadá e Estados Unidos continental. Na América Latina, o Va´a é atualmente praticado no Brasil, na Argentina, na Costa Rica, no México e no Chile. A Federação Internacional de Va´a decidiu organizar no Rio de Janeiro, em 2007, ano dos Jogos Pan-americanos a primeira Copa do Mundo de longa distância, para consolidar a proposta de se tornar modalidade olímpica. A canoa de seis remadores mede quase 14 metros de comprimento, com 50 cm de largura, pesam entre 150 e 200 quilos e comportam um estabilizador lateral ou ama, fixado por duas traves de madeira. Nesse esporte, o respeito às tradições da polinésia é fundamental, destacando o trabalho em equipe. Numa equipe experiente, sincronismo entre os remadores, a técnica de remada e a potência permite que a canoa deslize na água, podendo atingir até 21 km por hora numa onda. A canoagem havaiana se diferencia do remo e do caiaque por não exigir qualquer treino específico para que se possa iniciar a sua prática. O trabalho de equipe promove a integração e sincronia entre seus praticantes, pois cada indivíduo tem uma função distinta e cada posição na embarcação tem um papel de responsabilidade. É um esporte para ser praticado por toda a família.