22/03/2018
Quando ouvem falar da Guarda Colonial, muitos pensam em torcida organizada, alguns pensam em barra brava, outros pensam em um bando de moleques que querem baderna.
Essas opiniões englobam definições que vem de pessoas que não conhecem o movimento de perto, ou algum membro. Pra muitos, torcer pro Campo Grande e pra um dos grandes é um pecado, algo incorrigível, inaceitável.
Pra vocês que não entendem:
Somos mais do que torcedores, não estamos ali somente pelas bandeiras, pelos bumbos e faixas ou pela pirotecnia. Estamos ali pelo Campo Grande, e não só pelo time, por toda uma reestruturação, por uma volta por cima.
A maioria de nós, torce por um "grande", mas o Campo Grande é a nossa sina, nossa saga, o Campo Grande representa o nosso ideal!
Nossa guerra é contra quem não deixa essa volta por cima acontecer, e sempre estaremos lá, na nossa guerra diária, representando onde for, onde estivermos.
Hoje perdemos um de nossos soldados, e isso dói muito. Dói demais saber que um cara que passava todo esse ideal, que entendeu a proposta e que estava lá quando podia pra somar na nossa guerra diária, se vai tão precocemente. Negueba era eficaz e ajudava onde a mão dele ia, lembro dos momentos que passamos rindo e bebendo, e em cada sorriso tínhamos a certeza de que um dia o Campuscão voltaria ao seu lugar de valor, que as dificuldades virariam histórias pra contar. Lembro que um dia falei em grupo, que ele se fazia presente, que todos ali iriam ver o Campo Grande na primeira divisão antes de morrer, e que tínhamos muito tempo de prazo.
Lamento muito por não cumprir minha promessa, meu amigo! Mas a nossa luta continua e de onde você estiver, um dia, verá nossa glória e lá do céu vai comemorar cantando nossas canções!
Um abraço, Negueba. Não só meu, mas de toda essa barra, que não é a maior, mas é e sempre será a mais unida do mundo!
Saudações alvinegras e até logo!
🐓🖤🏴😭