21/02/2026
As RPPNs são sempre apresentadas como exemplo de conservação ambiental. Mas… conservar para quem? E sob quais estruturas históricas?
No Brasil, terra sempre foi poder. E quando analisamos as Reservas Particulares do Patrimônio Natural a partir das relações de classe e raça que estruturam o acesso à terra, surgem contradições profundas.
A crítica aqui não é à preservação ambiental em si, mas ao modelo que mantém o controle privado, reforça a concentração fundiária e, muitas vezes, transforma natureza em capital simbólico verde.
Conservar não pode ser apenas proteger a biodiversidade.
Precisa enfrentar a desigualdade histórica, racial e territorial que molda o campo brasileiro.
🌱 A verdadeira conservação precisa ser ecológica, territorial, social e antirracista.
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