16/03/2026
O destino de um Homem assemelha-se
à uma barra de ferro fundido.
Alguns o aceitam como é, permitindo que se deteriore corroído pela ferrugem, outros se submetem ao fogo moldando-o até que se transforme em uma espada . E há ainda o obstinado, capaz de forjar e moldar o ferro até mesmo com as próprias mãos nuas .
A maioria desiste antes de entender do que é feito . Não é o mundo que os quebra, mas sim a incapacidade de encarar o próprio vazio. Entregam-se a ferrugem do hábito e a segurança do que é previsível, preferem a lenta decomposição, à violência de uma ruptura necessária. Tornam-se funcionais, inofensivos, perfeitamente ajustados à rotina que os engole sem resistência .
Nada que valha ser chamado de força nasce sem fricção. O homem que nao se submete ao atrito que não suporta a pressão do erro e da repetição, não constrói nada. Moldar-se exige enfrentamento com o que é áspero, decisões difíceis, perdas reais, renúncias que doem. Forjar o próprio caminho, significa carregar o preço de suas escolhas e com ele a responsabilidade pelo que é e pelo que se falha em ser .
Aquele que insiste apesar da dor não o faz por heroísmo, faz porque a alternativa é a luta. Não espera justiça, nem aplausos, age por saber que ainda que tenha feito muito pelos outros , ninguém fará nada por ele . Seu motor é a recusa, seu combustível é seu ódio e justamente por isso jamais haverá concorrência contra aquele que ainda ferido, será o último homem que permanecerá de pé .