01/08/2026
ID Insights 🧬🔬
Durante muitos anos, atletas e treinadores entendiam que a queda de ritmo em uma maratona ou Ironman estava apenas relacionada à falta de força, glicogênio ou resistência muscular.
Hoje sabemos que a história é muito mais complexa.
A cada momento, nosso cérebro recebe informações sobre temperatura corporal, disponibilidade de carboidratos, hidratação, estado dos músculos, dor, percepção de esforço, conhecimento prévio do percurso e diversos outros sinais fisiológicos, que são integrados continuamente para responder a uma pergunta simples:
“É seguro continuar nesse ritmo/pace até o final da prova?”
Quando o custo fisiológico começa a ficar elevado, o corpo tenta preservar sua integridade, diminuindo o ritmo. E é justamente por isso que dois atletas, com o mesmo VO₂máx, o mesmo FTP ou o mesmo limiar de lactato, podem apresentar desempenhos completamente diferentes em provas longas.
F**a claro, então, que a capacidade de um atleta de sustentar o ritmo, ou mesmo de atrasar a deterioração da performance, é afetada por inúmeros processos e pela integração entre eles.
Dessa forma, o atleta com maior resiliência fisiológica, independentemente do VO₂máx, terá a melhor performance.
É isso que chamamos de durabilidade… ou a quarta dimensão do treinamento.