04/05/2019
Reza a lenda que as pessoas só amadurecem de verdade quando ingressam na segunda metade de suas vidas. Assim é o IML, que chega à sua quarta (de seis) edição das Copa Paulo Francis e Patrícia Poeta. Mais maduros no mercado, mais rodados nos bares e ambientes de caráter comprometedor, os bisnagas de mostarda querem, enfim, colocar o nome da turma mais autêntica do curso no lugar que lhes cabe.
Na equipe masculina, a promessa e a empolgação de fazer menos feio que nas últimas três Copas. Com maior representatividade em suas respectivas redações, os golpes e arrumadinhos por folga aos sábados serão valiosos para garantir o elenco completo. E para abrir o ano, vamos enfrentar o Clássico do Talquei, contra os tetrahidrocanabidióis do THC.
No gol, a muralha mais intransponível que o cu do Thanos com a manopla enfiada no rabo. Quando Yago calça as luvas, nenhuma bola é indefensável. Pagando de protoneohistoriadorzinho comunista de m***a e chegando nessa CPF só pra fazer a balbúrdia, o único goleiro que veste a 10 é o Menotti.
Mais à frente, Borges enfim assumiu a postura de mestre ancião. Depois que perdeu as esperanças de se aposentar, nosso vô magicamente deixou de ser um velhinho ranzinza e está mais tranquilo e diplomático que nunca. Agora coordena a defesa pra esconder a crescente dor na coluna que dificulta grandes arrancadas. Mas tal qual o ancião de Rosan, com sua armadura dourada pode despertar do quase coma, tomar um gole do energético de sal e ir gravar um podcast na hora de fazer o gol.
Pela direita, Klisman é o responsável pela construção e distribuição das jogadas, com toda a sua habilidade de alt+TAB entre assistir a um jogo na internet e escrever todos os capítulos da bíblia de trás para frente antes de almoçar no estágio. Nosso germânico se inspira no Bozo malvado e assume a faixa de capitão movido pela força do ódio. É o alemão do UR11, de carrinho, cobertura e chutão, ou domínio, drible e emoção.
Do outro lado, a pura metalinguagem humana de ser humano. O psicodelismo tântrico e primaveril dos pés alegres e imprecisos, indecisos, mas decididos, concisos, e todas as categorias ISO. Nosso menino de ouro samba sobre os goldens e baila sobre os showers. Tão coerente quanto o que foi escrito até aqui, Victor 14 Pharrel é a psicodelia da bola em sua mais pura atividade, do universo quântico, às supernovas ressoantes do mais longínquo espaço.
No ataque, mais revelado do que rolo de filme na Kodak, Rostand transforma as letras e palavras digitadas, por arte na grama sintética. Nosso cinéfilo de plantão vai para o jogo direto do cinema, onde foi para assistir Jardim das Aflições e saiu dizendo "quem vê Jardim das Aflições é c***o". É o pivô da equipe por todo o seu porte corporal cultivado à base de doses cavalares de cerveja e salgadinhos durante as séries e filmes mais inóspitos que se possa assistir.
De arma secreta, o veneno de Vítor Víbora f**a à espreita de oportunidades para entrar em campo e resolver a treta com seus botes precisos e até os intencionalmente imprecisos, mas caso a oportunidade não apareça, ele já prometeu dar a carteirada pra entrar em campo. Maikão é outra arma secreta na equipe mostarda. Com sua pelagem miojística, promete pedir biscoito sempre que tiver chance e avançar contra a bola tal qual Maria Clara esbofeteou Laura em Celebridade. Por fim, o novo reforço amarelo é Aprígio, vindo diretamente de terras chilenas, onde negociava acordos internacionais com o Bozo mal. Ele já prometeu que se depender do voto popular, ele vai vencer a CPF.