31/08/2026
21 de agosto de 2009. Angra dos Reis.
Eu mais novo, num caiaque no meio da água, sorrindo como quem não sabe ainda o que está pela frente.
Essa semana eu falei sobre reconciliação real. Sobre quando vale a pena tentar de novo. Sobre a diferença entre voltar por medo de estar sozinho e voltar porque houve transformação verdadeira. Sobre o quanto reconciliar exige não só vontade. Exige duas pessoas dispostas a serem diferentes do que eram quando se machucaram.
Olho pra essa foto e penso em como remar é uma imagem honesta pra isso. Você não avança no caiaque esperando a água te levar. Você precisa mover o remo, decidir a direção, e quando a correnteza resiste, não adianta parar no meio. Precisa ajustar a remada e continuar. Reconciliação é assim. Não é deixar a relação te arrastar de volta pelo peso do que foi. É decidir, conscientemente, remar na mesma direção que alguém que também decidiu remar.
Em 2009 eu ainda estava construindo o repertório que hoje uso no consultório. Aprendendo, errando, revisando o que entendia sobre relacionamento. E o processo continua, porque ninguém chega num ponto onde já sabe tudo sobre como amar bem. A diferença é que, com o tempo, a gente aprende a identif**ar quando vale remar de novo. E quando é hora de chegar na margem.
Obrigado por caminhar comigo ao longo dessas semanas.
Nos vemos amanhã.
🩹 Luiz Neto | Psicólogo | Relacionamentos & Negócios