29/08/2026
Ontem, um piloto de voo livre teve as linhas do seu parapente cortadas por uma linha de p**a e caiu no mar em São Conrado (RJ), repetindo um caso semelhante ocorrido no dia anterior em São Paulo. A semelhança alarmante entre os dois episódios, além do uso da p**a, é que ambos aconteceram dentro do espaço aéreo destinado ao voo. Essa realidade expõe um perigo já bem conhecido nas rodovias, onde linhas cortantes tiram a vida de inúmeros motociclistas. A grande diferença está na dinâmica: nas estradas, o risco maior costuma surgir com a linha solta e à deriva, mas no ar a ameaça é constante e em tempo real, já que qualquer p**a empinada próxima a uma rota de aproximação se transforma em uma lâmina invisível.
A fiscalização isolada não é suficiente para evitar tragédias dessa proporção sem uma conscientização efetiva dentro de casa e nas ruas. O uso de cerol, linha chilena ou até mesmo de linhas muito resistentes próximo a rodovias e áreas de decolagem ou pouso transforma uma brincadeira em uma arma letal. Quem está no tráfego terrestre ou no céu raramente tem tempo hábil de reação ao cruzar com um fio invisível em velocidade.
Pais e responsáveis precisam orientar seus filhos com urgência, verificando os materiais utilizados e ensinando que áreas de pouso, rampas de voo e margens de estradas não são lugares para empinar p**a. Se você vir alguém voando perto de onde você está, recolha a sua p**a imediatamente. O recado é direto: a diversão perde o sentido quando custa a vida de outra pessoa.