20/08/2026
Tríceps testa é um dos exercícios mais eficientes pra desenvolver a porção longa do tríceps, mas também um dos que mais machucam cotovelo quando feito errado. A maioria dos caras que sente dor de cotovelo na academia tá pagando o preço de roubar nesse exercício há meses ou anos.
A primeira regra é simples: o braço f**a parado durante o movimento. Cotovelo travado no lugar, ombro firme, e o antebraço é o único que se move. Quem balança o braço inteiro pra ajudar a subir transfere a carga pro deltoide e pro peitoral, e o tríceps vira coadjuvante na própria sessão dele.
Depois é a descida. Aqui que mora o erro mais comum: deixar a barra cair em direção à testa só pela gravidade, sem controle. Sem o tríceps fazer a frenagem, o cotovelo recebe um impacto repetido a cada repetição. Desce em uns dois segundos, controlado, até a barra f**ar perto da testa ou logo acima, sem largar a tensão.
Outro ajuste importante é manter os cotovelos um pouco fechados. Quando eles abrem demais durante o movimento, o estímulo no tríceps cai muito e a articulação do ombro entra em ângulo desfavorável. Foca em manter os cotovelos paralelos um do outro e relativamente perto do tronco, sem deixar abrir.
Carga é onde quase todo mundo erra. Se você precisa balançar, abrir cotovelo ou jogar a barra na descida pra completar a série, a carga tá alta demais. Esse exercício é mais sobre controle do que sobre força máxima. Diminui o peso, executa limpo, sente o tríceps trabalhar.
Na subida, estende o braço até quase o final e contrai o tríceps no topo. Mas atenção: travar o cotovelo agressivamente no final pra cada rep cobra preço na articulação ao longo do tempo. Estende firme, mas para um pouco antes do bloqueio completo. Esse pequeno ajuste preserva o cotovelo por anos.
Salva esse post antes do próximo treino de braço.
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