13/05/2026
Você já sentiu que, quanto mais descansa, mais dói?
Se você convive com a fibromialgia, essa sensação não é coisa da sua cabeça. É a biologia da sensibilização central em ação.
O exercício físico é uma das intervenções mais eficazes no manejo da fibromialgia. Diretrizes como as da European League Against Rheumatism recomendam fortemente o exercício como base do tratamento.
Infelizmente, alguns médicos ainda focam apenas em medicamentos, mas revisões sistemáticas já mostraram que o exercício físico melhora dor, fadiga e qualidade de vida de forma significativa.
Por que o movimento funciona?
1. Recalibração Neural:
O exercício ajuda a modular a forma como o cérebro interpreta os sinais de dor, reduzindo a hipersensibilidade típica da doença.
2. Combate à Rigidez:
Treinos de força e atividades aeróbicas melhoram circulação, função muscular e quebram o ciclo de dor–inatividade–dor.
3. Neuroquímica do Bem-Estar:
A prática regular aumenta a liberação de endorfinas e neurotransmissores envolvidos no controle da dor.
Um erro comum, no entanto, está na intensidade. Muitas pessoas começam com intensidade alta e entram em “flare-ups” (pioras repentinas e intensas dos sintomas). Mas é a progressão gradual e individualizada que gera adaptação e resultados sustentáveis.
Se você evitou o movimento por medo da dor, saiba: ele não é o inimigo, na verdade, é parte do tratamento.
Comece aos poucos!
Refs.:
DOI: 10.1002/14651858.CD012700
Macfarlane GJ, Kronisch C, Dean LE, et al.
EULAR revised recommendations for the management of fibromyalgia.
Annals of the Rheumat Diseases. 2017;76:318–328.