15/10/2021
O momento delicado faz o Grêmio apostar na mística de 1995 outra vez
O Grêmio aposta na mística dos anos dourados da década de 1990 para se salvar do rebaixamento. Um pelotão campeão da América aterrissará no vestiário para nortear o time nestes últimos 14 jogos do Brasileirão. Dênis Abrahão assumirá como vice de futebol.
O primeiro ato de Dênis foi fechar a contração de Vagner Mancini que, mesmo reserva no bi da América, era um dos líderes daquele grupo. Fecha a tríade noventista o diretor Sérgio Vásquez, o responsável pela base que revelou nomes como Tinga, Scheidt, Éder e Jaques, entre outros, naquela reta final de século 20.
A mudança tem como objetivo estabilizar um vestiário que dá sinais preocupantes e que parece acuado pela sucessão de resultados ruins neste 2021. Dênis é, reconhecidamente, uma figura vibrante, sanguínea e que sempre cativou nos bastidores do clube pela intensidade e por seu gremismo. É isso que ele tentará injetar em um vestiário que não respondeu ao trabalho de Felipão.
Vagner Mancini, por sua vez, tentará implementar um modelo que resgate a solidez defensiva sem perder a agressividade ofensiva. A dúvida é se há tempo para implantar mais uma ideia de jogo, a quarta na temporada. Renato pouco dialogava com Tiago Nunes, que falava outro idioma em relação a Felipão, cuja ideia conversa muito pouco com a de Mancini.
Mas os atropelos do Grêmio em 2021 fazem com que se faça essa aposta a menos de dois meses do final da temporada. Não há outra saída. O jeito é tentar fazer com que essa manobra funcione, mesmo com margem pequena de segurança. Os jogadores, ou pelo menos alguns deles ouvidos pela direção, aprovaram a contratação.
Mancini, como vimos seu América-MG, gosta de times compactos, que encurtem o campo e busquem sempre as conexões verticais. O meia e o centroavante são fundamentais, a bola neles é que aciona a transição para os extremas. Ademir, inclusive, voltou a jogar no nível de 2020 sob seu comando. O sistema preferido é o que o Grêmio mais usou neste ano, o 4-2-3-1. É esta a aposta do Grêmio, em um técnico com ideias novas, com um vínculo criado em 1995, de onde também vem a figura que comandará o futebol do clube. É uma mística, é verdade, mas o momento propicia situações como essa.
Créditos: Leonardo Oliveira
Fonte: Zero Hora