04/09/2026
Eu procurei por muito tempo a pisada “certa” pra correr melhor.
Já corri com tênis mais minimalista, tentei pisar mais com a ponta do pé e fiquei prestando atenção em cadência, apoio e em como meu pé encostava no chão.
Eu realmente achei que, se encontrasse a técnica perfeita, minha corrida ia evoluir.
Só que tinha uma pergunta que eu não tava fazendo:
e se o problema não estivesse na minha pisada, mas no treinamento que sustentava ela?
Porque teu jeito de correr não acontece isolado. Ele muda com velocidade, fadiga, força, terreno, histórico de dor e até com o objetivo daquele treino.
Foi aí que eu parei de procurar uma regra universal.
180 passos por minuto.
Médio-pé.
Ponta do pé.
Passada curta.
Tudo isso pode ser ajustado em alguns casos.
Mas nenhuma dessas coisas substitui o básico bem feito.
E é justamente o que eu mais vejo em corredor que chega no estúdio: tentando corrigir detalhe da técnica enquanto o volume tá mal distribuído, a intensidade tá errada e o fortalecimento não acompanha aquilo que a corrida exige.
Pra mim, a ordem precisa ser outra.
Primeiro eu organizo o treinamento: volume que tu consegue recuperar, intensidade adequada, progressão e frequência.
Depois entra o fortalecimento.
Não com cinco exercícios copiados da internet, mas com exercícios escolhidos a partir daquilo que tu realmente precisa melhorar.
E se depois disso fizer sentido mexer na cadência, no apoio ou em algum detalhe da passada, aí sim a gente ajusta.
Técnica pode ser ajustada. Treinamento precisa ser construído.
Foi quando eu parei de procurar a pisada perfeita e comecei a dar mais valor pro básico bem feito que minha corrida realmente evoluiu.
Se tu quer evoluir na corrida entendendo o que realmente precisa melhorar, me segue Pedro Wacker | Corrida e Fortalecimento