27/08/2026
PARTE 4 - TRAGETÓRIA, CARGOS, SUPERAÇÃO E DESLIGAMENTO DAS INSTITUIÇÕES DA FGKW E CBKW.
UMA VIDA DEDICADA ÀS ARTES MARCIAIS E AO ESPORTE
Aos 13 anos, vivi um daqueles momentos que acabam se tornando um verdadeiro divisor de águas na vida.
Dentro da academia, levei uma surra. Foi um momento difícil, que poderia ter me afastado definitivamente das Artes Marciais. E, por um período, foi exatamente isso que aconteceu: me afastei.
Mas aquele episódio, em vez de me derrotar, acabou despertando em mim uma força ainda maior.
Quando retornei, voltei diferente. Mais determinado, mais preparado e com uma vontade enorme de superar meus próprios limites. Aos 16 anos, eu já era um praticante muito mais habilidoso, forte e, principalmente, consciente de que a evolução dentro das Artes Marciais seria uma construção para toda a vida.
Ao longo dessa caminhada, passei por praticamente todas as fases que um praticante pode experimentar.
Sentei na arquibancada e assisti.
Fui competidor e senti a pressão de estar dentro do tatame.
Tornei-me professor e passei a ensinar.
Fui técnico e aprendi a preparar outros atletas.
Fui chefe de delegação e tive a responsabilidade de representar pessoas e equipes.
Tornei-me árbitro nacional e internacional, passando a enxergar a competição também pelo olhar de quem está do outro lado.
Minha trajetória também me levou a ocupar diferentes cargos dentro da FGKW e, por muitos e muitos anos, exerci a função de Diretor Técnico de Sanda na CBKW.
Foram anos de trabalho, aprendizado, responsabilidades, decisões, desafios e, acima de tudo, dedicação ao desenvolvimento do nosso esporte.
Até que chegou o momento em que entendi que um ciclo havia se completado e pedi meu desligamento das instituições.
Não saí com a sensação de derrota ou de fracasso. Muito pelo contrário.
Saí com a certeza de que, dentro das minhas possibilidades, me superei em cada etapa da caminhada e procurei contribuir da melhor forma possível para o desenvolvimento das Artes Marciais e do esporte.
Olho para trás e vejo aquele garoto de 13 anos que levou uma surra dentro de uma academia. Hoje entendo que aquela derrota foi, talvez,