30/08/2019
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Texto com meu orientador
O exercício físico (EF) é caracterizado por demandas físicas de características repetitivas, programadas e progressivas. A cada sessão, a homeostase orgânica é desafiada, levando cronicamente a diversas adaptações em células, tecidos e sistemas.
Muito se sabe sobre os efeitos do EF na fisiologia e metabolismo de órgãos como músculo esquelético, coração, tecido adiposo, fígado, vasculatura e outros. No entanto, o papel do EF na biologia tumoral é um tema com muitas perguntas a serem respondidas que vem ganhando destaque no meio científico (Cell metabolism, v. 22, n. 1, p. 4-11, 2015).
A literatura suporta que o EF é capaz de modular o sistema imune, mobilizando as células imunes citotóxicas para a circulação por meio de um mecanismo que envolve o estresse de cisalhamento induzido pelo aumento do fluxo sanguíneo e a sinalização adrenérgica (Trends in molecular medicine, v. 22, n. 7, p. 565-577, 2016).
A supressão do crescimento do tumor mediada pelo EF está relacionada à ativação e mobilização de células “natural killers” (células NK), que ocorre pela ação conjunta do hormônio adrenalina e da miocina interleucina 6, que tem suas secreções estimuladas pelo EF. Evidências suportam que as células NK mobilizadas se infiltram nos tumores e destroem as células tumorais (Cell metabolism, v. 23, n. 3, p. 554-562, 2016.).
Assim, podemos observar que a literatura mostra um papel relevante do EF no combate ao desenvolvimento tumoral, e que esse fenômeno parece estar associado a alterações humorais em respostas ao EF. Na imagem 2 podemos ver o efeito do EF na redução do crescimento de diversos tipos de tumor (imagem 2).
REF.: Cell metabolism, v. 27, n. 1, p. 10-21, 2018.
@ Pôrto Velho