31/08/2026
O menino queria muito que ela fizesse espacate😂.. mas qual análise biomecânica conseguimos fazer dessa abertura?
Repara que, quando ela começa a descer, a perna não f**a perfeitamente alinhada no plano do espacate. Ela abre um pouquinho para o lado.
Isso é necessariamente um erro? Não!
A relação entre a cabeça do fêmur, o acetábulo, a rotação do quadril e a posição da pelve pode alterar o espaço disponível e a sensação de bloqueio.
Ou seja, dependendo da combinação entre flexão, abdução e rotação do quadril, a relação entre as estruturas da articulação se altera, e pode mudar a amplitude que conseguimos alcançar.
🤸♀️Em algumas pessoas, determinada posição pode encontrar uma limitação articular mais cedo. Em outras, uma pequena mudança de posição pode permitir que o movimento continue.
Mas atenção: olhando apenas um vídeo, não dá para afirmar que foi uma limitação articular (tipo compressão óssea) o que dificultou o espacate. Seria importante avaliarmos outras questões, afinal biomecânica não é adivinhação🔎
De todo caso, espacate não é simplesmente “alongar até abrir”.
A amplitude de movimento é bastante grande, e idealmente envolverá mobilidade, tolerância ao alongamento, controle motor, força em amplitudes maiores e capacidade de estabilizar o corpo naquela posição.
Por isso, se você quer desenvolver um espacate, o ideal é construir essa amplitude progressivamente, dando tempo para o corpo se adaptar e, principalmente, desenvolvendo força e controle nas amplitudes que está conquistando.
E testar um pouquinho de rotação na perna da frente pode sim, te ajudar nessa jornada👍🏻
Afinal, a biomecânica não serve apenas para dizer que um movimento está certo ou errado. Ela serve para entender por que diferentes corpos podem precisar de estratégias diferentes para chegar a um mesmo movimento.
Obrigada Rebecca Malachias pelo conteúdo divertido. 😆
E vocês: de que forma treinam o espacate?