27/11/2019
A religiosidade consiste na prática de atos exteriores, rituais, obrigações, costumes e tradições como atitudes de busca . A verdadeira espiritualidade, porém, se manifesta através de um modo de vida em que o espírito domina a carne (1Co 2.14; 3.1-3; Gal.5.16). O religioso se caracteriza pelo fazer. O espiritual, pelo ser.
O religioso supervaloriza lugares, objetos sagrados, gestos e expressões. O espiritual prioriza e demonstra o amor a Deus e ao próximo. A mulher samaritana estava preocupada com o lugar de adoração: no monte ou em Jerusalém, mas Jesus chamou sua atenção para a essência.
A religiosidade inclui muitas atividades físicas com forte apelo emocional que podem, eventualmente, não ter participação alguma do espírito. Como disse Jesus: “Este povo me honra com os lábios, mas o seu coração está longe de mim” (Mt 15.8). Nesse contexto, o “coração” não é um órgão físico, mas uma referência simbólica ao interior do homem.
Podemos comparar a religiosidade à frequência de um aluno à escola. Então, a espiritualidade seria semelhante ao interesse pelo conhecimento. Ambas as coisas nem sempre estão juntas.
Se compararmos a religiosidade às tarefas domésticas realizadas por uma esposa, a espiritualidade seria semelhante ao amor pelo marido, ou seja, a essência do relacionamento.
Não vamos eliminar os aspectos exteriores do culto, mas precisamos estar conscientes de que, sem a verdadeira espiritualidade, eles serão tão inúteis quanto lâmpadas sem luz.
Todo cristão tem que valorizar a sua liberdade e ter consciência de que o doador da verdadeira liberdade é Jesus Cristo. A Palavra de Deus ensina que quem liberta é Cristo, pois está escrito: “Assim sendo, se o Filho vos libertar, sereis verdadeiramente livres” (Jo 8.36). Portanto, viva a liberdade que Jesus proporciona, pois é um bem precioso, que todos nos recebemos na Cruz pela sua graça.
Seja livre e viva os melhores anos até que venha os próximos!
Que venha a próxima década!