26/07/2025
Às vezes eu olho pra essa foto antiga e penso:
“Obrigado por não desistir, guri. Mesmo sem saber o que tava fazendo.” 😅
Porque não sabia mesmo.
Treinava como dava, com o que sabia.
Comia o que achava que era certo.
E seguia no instinto.
Até que o corpo deu um aviso.
Mas não foi dor nas costas. Foi no olho.
Quatro inflamações em menos de um ano.
Fui no oftalmo, que me mandou pro reumato.
Veio o diagnóstico: espondilite anquilosante.
O curioso é que, mesmo com uma doença autoimune, eu quase não tinha sintomas.
Meu estilo de vida já era um “remédio”: atividade física, alimentação minimamente decente…
Mas ainda assim, entrei com um medicamento forte — e tóxico.
E quando decidi ter o Bento, descobri que pra tentar engravidar, eu teria que parar e “desintoxicar” meu corpo por meses.
Aquilo virou a chave.
Fui atrás de outras formas.
Aprofundei no que eu comia, como me movia, como cuidava do corpo.
E desde então — já fazem mais de 10 anos — a doença tá em remissão. Sem medicamento nenhum. Só com alimentação e estilo de vida.
Então sim, o físico mudou.
Mas o que transformou mesmo foi a relação com o corpo.
Não foi genética.
Não foi fórmula mágica.
Foi dor que virou caminho.
Foi saúde que virou prioridade.
Esse post não é sobre shape.
É sobre não aceitar a primeira resposta.
É sobre responsabilidade.
E é sobre não desistir de ti — mesmo quando tu não tem todas as respostas ainda.
Se tu tá lidando com dor, limitação, frustração…
Talvez o que tu mais precise agora não seja intensidade.
Seja direção.