16/03/2026
A relação entre massa corporal e carga mecânica exercida sobre o joelho é frequentemente citada na literatura, porém poucos trabalhos mensuraram esse impacto de maneira direta. Em um estudo considerado clássico, Stephen P. Messier e colaboradores (2005) analisaram como a redução de peso corporal poderia modificar as forças articulares durante a marcha em adultos mais velhos com sobrepeso ou obesidade e diagnóstico de Osteoartrite de joelho.
Para isso, os pesquisadores utilizaram análise tridimensional da marcha associada a plataformas de força, permitindo estimar as cargas compressivas que atuam no joelho enquanto os participantes caminhavam. Os resultados indicaram um efeito biomecanicamente significativo: para cada libra de peso corporal perdida (aproximadamente 0,45 kg), houve uma redução de cerca de quatro libras na carga compressiva aplicada ao joelho em cada passo. Em termos práticos, perder aproximadamente 1 kg pode representar uma diminuição de cerca de 4 kg de carga articular no joelho a cada passada durante a caminhada.
Esses resultados ajudam a compreender por que a perda de peso é considerada uma estratégia fundamental no manejo da osteoartrite de joelho. Ao reduzir as cargas repetitivas que incidem sobre a articulação durante atividades cotidianas, como caminhar, cria-se um ambiente mecânico potencialmente mais favorável para o controle da dor e para a preservação da função articular. Na prática clínica, esse benefício tende a ser ainda maior quando a redução de peso é associada a exercícios terapêuticos, fortalecimento muscular e intervenções voltadas à melhora da capacidade funcional.
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