14/08/2026
Ela perdeu uma perna há 12 anos. Mas isso não impediu a Silvia de realizar algo que, para muita gente, parece impossível.
Ela conheceu meu trabalho pelo Instagram, acompanhou meus vídeos e decidiu que também queria voar.
Chegou na rampa nervosa, com aquele frio na barriga que eu vejo em tantas pessoas. Mas já tinha tomado uma decisão: ela ia tentar.
E foi.
Com calma, respeitando o tempo dela e contando com a ajuda de dois amigos pilotos na decolagem, colocamos o parapente no ar.
E quando ela percebeu que estava voando, veio aquele sorriso.
É por momentos assim que mantenho minha ação social de voos gratuitos para pessoas com deficiência.
Quero que essa ação seja muito mais do que proporcionar um voo.
Quero mostrar, na prática, que existem experiências que talvez uma pessoa com deficiência tenha imaginado que nunca conseguiria viver.
E que, às vezes, tudo começa quando alguém encontra uma oportunidade, acredita em si e decide tentar.
O voo da Silvia foi mais uma história que me lembrou por que eu amo tanto o que faço.
Todos os voos são especiais para mim. Mas alguns deixam uma marca diferente.
E sigo agradecendo a Deus pelo dom de voar e pelo privilégio de fazer parte de histórias que essas pessoas vão levar para sempre.
Se você conhece algum PCD que tenha o sonho de voar, marca ele aqui nos comentários.