29/05/2026
A verticalização na saúde suplementar já aparece nos números da cadeia.
Entre 2022 e 2025, operadoras ampliaram suas redes próprias e reduziram a dependência de prestadores independentes. Esse movimento muda a relação com hospitais, clínicas e fornecedores, porque o pagador passa a ter alternativas assistenciais dentro da própria estrutura.
O impacto financeiro é relevante.
Em 2025, operadoras de grande porte registraram lucro de R$ 19,9 bilhões, mais que o dobro do ano anterior. No mesmo período, a margem EBITDA dos hospitais privados caiu para 10,74%, o menor patamar em quatro anos.
A pressão também avançou sobre o caixa dos prestadores.
A taxa de glosa inicial, historicamente entre 3% e 5%, chegou a 17% no primeiro trimestre de 2025. Ao final das contestações, apenas R$ 1,96 de cada R$ 100 glosados eram cobranças indevidas.
Em 2024, R$ 5,8 bilhões f**aram retidos nos hospitais. Em 2025, fornecedores de OPMe acumulavam R$ 4,587 bilhões retidos, incluindo produtos já utilizados em cirurgias autorizadas.
Esse cenário exige uma leitura mais precisa sobre custo assistencial, protocolos, margem e posição de negociação.
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