10/08/2025
Um processo de mudanças .
Quem me conhece de verdade — família, amigos próximos, alunas que estão comigo há algum tempo — sabe: venho passando por uma mudança intrínseca, maior e melhor do que um dia eu poderia imaginar, nesse último ano.
Sempre acreditei em Deus. Sempre acreditei que algo maior rege a nossa criação. Desde criança, fui ensinada a rezar todas as noites: sempre um Pai-Nosso, uma Ave-Maria, um Santo Anjo… e um pedido que eu tanto queria. Como se Deus fosse alguém a quem a gente pede e, com certeza, um dia Ele concederia.
Mas, como Deus não era o Papai Noel, acabei não me sentindo tão próxima d’Ele naquele período. Na adolescência, minha avó insistia para que eu fosse à igreja. Eu continuava acreditando em Deus, mas pensava: “Tem tanta gente nesse mundo… Deus jamais vai perceber se eu estou aqui (na missa) ou não.” E, com isso, eu não sentia a menor vontade de continuar participando de algo que, para mim, não fazia muito sentido.Durante a Crisma, lá pelos 17 anos (salvo engano), comecei a frequentar novamente a igreja. Participei de um Encontro com Cristo, realizado na minha paróquia (Sagrado Coração de Jesus – Bom Jesus), organizado por alguns voluntários da Santa Teresinha aqui de Natal — dos quais me lembro com muito carinho. Naquele momento, senti fortemente a presença de Deus na minha vida. Uma mudança aconteceu ali. Eu me sentia repleta de alegria, amor e feliz por estar servindo a Deus através das obras da minha igreja.
Mas, aos 19 ou 20 anos, me afastei novamente. E lá estava eu, voltando aos pensamentos daquela adolescente que sabia que Deus existia, mas não conseguia senti-Lo. Mas como isso seria possível se eu não O buscava? Se eu não tentava me comunicar de alguma forma com Ele? Ninguém se aproxima de você se você não dá abertura, espaço… se não tenta fazer contato….. ( continua nos comentários )