26/04/2022
Durante a gravidez a mulher sofre muitas alterações fisiológicas cardiovasculares, hematológicas, metabólicas, renais e respiratórias. Os níveis de progesterona e estrogênios aumentam continuamente durante a gravidez, suprimindo o eixo hipotalâmico e, portanto, também o ciclo menstrual.
Muitos sintomas e desconfortos da gravidez aparecem no primeiro trimestre, como náusea, seios sensíveis e sonolência (devido aos hormônios presentes na gestação como a gonadotrofina coriônica humana - beta HCG).
Sendo assim, a mãe precisa ser informada de tudo, até da posição de dormir, pois o útero aumentado pode impedir o fluxo sanguíneo comprimindo a veia cava, o que é aliviado por deitar de lado.
A gravidez também é acompanhada por alterações na saúde física, mental e o sedentarismo durante esse período pode contribuir para ansiedade e depressão.
Mas, o treinamento quando bem prescrito pode propiciar benefícios fisiológicos significativos.
Veja isso!!! Já em 2005 estudo de Haas et al. com 1.809 mulheres grávidas constatou que o treinamento durante a gravidez estava associado a melhor qualidade de vida, incluindo melhor função física e escores mais altos de vitalidade em comparação com aquelas sedentárias durante a gravidez.
É importante que nós, personal trainers, saibamos que devido as alterações hormonais as gravidas também têm mudanças no humor, sintomas de baixa energia, dores nas costas, fadiga e redução da qualidade de vida.
Contudo, isso pode ser alterado com a musculação.
O estudo de OʼConnor et al. (2018) contou com 134 grávidas entre 17 e 38 anos de idade que foram divididas aleatoriamente para o grupo da musculação ou para dois grupos que não faziam musculação.
Os resultados mostraram que em apenas 2 sessões por semana (durante 12 semanas) a musculação reduziu os sintomas de fadiga.
Já nos grupos que não fizeram a musculação houve aumento dos sintomas de fadiga ao longo do tempo.
Além disso, os resultados mostraram que a musculação quando bem planejada é segura e eficaz para a gestante e o feto (bebê).