12/08/2026
É necessário que um homem sangre com dor
E por vezes, caminhe no inferno
Pra entender que as coisas
Nem sempre acontecem do jeito que deveria ser
Alguns desses homens sucumbem
E se entregam ao primeiro sinal do inverno
Outros resistem, sangrando, ainda lutam
Mesmo que corram o risco de morrer…
Sou um desses caras
Que não se encaixa no jeito que as coisas são
Por ter postura, me querem fodido, perdido
De lá, só vem acusação
Vivo meu mundo, é sinceridade
Eu não ligo pra eles, não dou nem a mão
Então que se f**a, eu não quero amizade
Não lamentariam me ver num caixão (f**a-se)…
Homens como eu morrem cedo (yeah)
Homens como eu nunca cedem (não)
Sou humano, também sinto medo
A diferença é que a gente não pede
Por piedade ou por ajuda
Seguro a bronca, mano, eu sou bronco
Ainda brinco, isso não muda
Mas a minha mente vive em confronto…
Então analiso as coisas que sei
Sigo a moral, que se f**a a lei
Não acredito em metade do mundo
E com a outra metade, eu nunca me importei…
Maturidade, então eu mudei
Prioridades mudam outra vez
Olhando na bola do olho de um homem
Tu percebe o que que a dor fez?
Oito ou 80, então não tem talvez
Conheço a maldade e isso me fodeu
Todo dia ainda me pergunto
Se humanos não são o pior erro de Deus
E eu não sei…
Às vezes eu fico pra baixo
Normal, as coisas são assim
Encaro de frente a neurose
Porque é impossível eu fugir de mim
Problemas e esquemas, são planos e temas
Que à noite me brindam com insônia
Encaro o abismo que olha de volta
E eu penso, só se recomponha…
Sangue no gelo, eu preciso ser forte
Tá em jogo a honra de um homem
Porque do meu lado tá dormindo alguém
Que carrega o meu sobrenome
E eu sou o escudo, bloqueio tudo
E quem eu amo ninguém vai tocar
Tu pode até me ver sangrando, mano
Mas tu nunca vai me ver chorar…
Homens como eu morrem cedo
Homens como eu nunca cedem
Sou humano, também sinto medo
A diferença é que a gente não pede
Por piedade ou por ajuda
Seguro a bronca, mano, eu sou bronco
Ainda brinco, isso não muda
Mas a minha mente vive em confronto…
Hoje eu tô pronto, me sinto um monstro
A morte não mais me assusta
Cada dia ao sair de casa
É quase como jogar roleta-russa
Mas dificulto, não será fácil
Conheço a maldade