15/01/2026
A história é real. A dor também.
Em julho de 2025, tivemos que sair às pressas do apartamento onde morávamos.
Não por falta de diálogo.
Não por falta de respeito.
Mas por intolerância.
Meu filho é autista.
E tudo o que não era entendido passou a ser atribuído a ele.
Houve mensagens, explicações, pedidos de desculpa.
Houve tentativas de apaziguar.
Em troca, recebemos ofensas, ameaças e frases que nenhuma família deveria ouvir.
Até o dia em que a violência ultrapassou qualquer limite
e invadiu o único lugar onde deveríamos estar seguros: nossa casa.
Compartilho isso não por exposição.
Mas porque silêncio também machuca.
Que isso gere reflexão.
Que gere empatia.
Crianças autistas não precisam de silêncio forçado.
Precisam de compreensão.
Nenhuma família deveria precisar fugir para sobreviver.